O Ibovespa encerrou o último pregão em baixa pela quarta sessão consecutiva, reforçando o movimento corretivo iniciado após a máxima histórica registrada na região dos 199.354 pontos. O índice fechou com desvalorização de 0,70%, aos 168.453 pontos, oscilando entre a mínima de 167.915 pontos e a máxima de 171.878 pontos.
Análise do gráfico diário
Pela leitura do gráfico diário, observa-se que o índice segue pressionado, negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e muito próximo de testar a média de 200 períodos, uma região técnica de grande relevância que pode servir como ponto de reação compradora.
O IFR (14) está em 33,95, próximo da faixa de sobrevenda, o que aumenta a possibilidade de um repique técnico. Ainda assim, o cenário predominante permanece baixista enquanto não houver recuperação consistente das principais resistências.
Para uma retomada mais sólida da alta, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de reconquistar as médias móveis e superar a faixa de resistência em 174.940/178.340 pontos. Acima dessa região, os próximos objetivos ficam em 182.840/186.450 pontos.
Por outro lado, a continuidade do movimento de baixa depende do rompimento do importante suporte em 168.070 pontos. Caso esse nível seja perdido, o índice poderá acelerar o fluxo vendedor em direção às regiões de 165.000/161.600 pontos, com alvos mais longos em 158.400/153.500 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observa-se que o Ibovespa encerrou o pregão muito próximo de uma região de suporte relevante, mantendo-se abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que evidencia a predominância do fluxo vendedor no curto prazo.
Para que o índice volte a ganhar força compradora, será fundamental superar a faixa de resistência em 170.600/171.840 pontos. Caso esse movimento aconteça, os próximos alvos passam a ser 174.220/174.900 pontos, com projeção posterior para 177.400/178.200 pontos.
Já para a continuidade da tendência de baixa, o mercado precisará romper o suporte de 168.070 pontos. A perda dessa região poderá atrair novo volume vendedor e abrir espaço para quedas em direção aos suportes de 166.060/165.000 pontos, com objetivo mais amplo em 164.080/163.500 pontos.
Minicontratos
O mini-índice (WINQ26), contrato com vencimento em agosto, encerrou a última sessão em queda de 0,78%, aos 171.480 pontos, mantendo a pressão vendedora observada nos últimos pregões.
Na leitura técnica, o mini-índice segue pressionado após fechar em baixa e abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Para o pregão de hoje, o primeiro suporte está em 171.050/170.620 pontos; se perder essa faixa, o contrato pode ampliar o movimento vendedor. Já para reduzir a pressão negativa, será necessário superar a primeira resistência em 171.775/172.400 pontos.
No gráfico de 60 minutos, a leitura também permanece negativa, com o ativo abaixo das médias curtas e ainda dependente de uma reação compradora mais forte. A perda de 170.700/169.430 pontos pode reforçar a queda, enquanto o rompimento de 172.560/174.160 pontos pode abrir espaço para recuperação.
Os contratos do minidólar com vencimento em julho (WDON26) encerraram a última sessão em alta de 0,30%, aos 5.121,5 pontos.
O fechamento acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos mantém o viés positivo de curto prazo. Para dar sequência à recuperação, será importante observar o comportamento dos preços diante da resistência em 5.128/5.141 pontos.
Já pelo gráfico de 60 minutos, o cenário também segue construtivo, com o ativo sustentando negociações acima das médias móveis e preservando potencial para buscar patamares mais elevados caso haja continuidade do fluxo comprador.
Bitcoin Futuro
Os contratos futuros de Bitcoin com vencimento em junho (BITM26) encerraram a última sessão em queda de 2,21%, aos 329.660 pontos, reforçando o cenário de pressão vendedora observado nas últimas sessões.
Pela análise do gráfico diário, o ativo voltou a apresentar um movimento de baixa, retomando o fluxo vendedor e mantendo a estrutura técnica negativa. Além disso, o contrato segue negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, fator que reforça o viés baixista predominante.
Outro ponto que merece atenção é o IFR (14) em 36,97 pontos, indicador que se aproxima da região de sobrevenda. Embora isso possa limitar movimentos mais agressivos de queda no curto prazo, ainda não há sinais técnicos consistentes de reversão da tendência.
Para que o fluxo baixista ganhe continuidade, será importante acompanhar um rompimento da região de 307.240 a 292.840 pontos. Caso esse suporte seja perdido, o mercado poderá buscar objetivos mais longos em 268.960 a 252.160 pontos, com projeção de queda ainda mais ampla para a faixa entre 239.480 e 215.640 pontos.
Por outro lado, uma tentativa de recuperação dependerá da superação da primeira zona de resistência, localizada entre 350.960 e 379.620 pontos. Acima dessa região, o ativo poderá abrir espaço para avanços em direção a 411.860 a 442.680 pontos, tendo como alvo mais distante a faixa entre 478.980 e 513.500 pontos.
Suporte e Resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quinta-feira (18).
Fonte: Nelogica. Elaboração: Bruno Nadai. (Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)



