IA vai pressionar preços antes de ajudar economia, diz Reach Capital
IA pressionará preços antes de beneficiar economia

Um relatório divulgado pela gestora Reach Capital aponta que a inteligência artificial (IA) deve pressionar os preços da economia antes de gerar os ganhos de produtividade esperados. O documento, assinado pelos economistas-chefes da casa, alerta que o impacto inflacionário da tecnologia pode ser sentido nos próximos dois a três anos, enquanto os benefícios devem levar de cinco a dez anos para se materializar plenamente.

Curto prazo: inflação e custos

Segundo o relatório, a adoção em massa da IA exigirá investimentos bilionários em infraestrutura, como data centers, chips especializados e energia elétrica. Esses custos, inicialmente, serão repassados aos consumidores, elevando a inflação. “A IA não é uma bala de prata; ela terá um custo de transição significativo”, afirmou Maria Silva, economista-chefe da Reach Capital.

O estudo estima que o investimento global em IA deverá atingir US$ 200 bilhões em 2026, com impacto direto nos preços de energia e semicondutores. “Esse movimento pode adicionar até 0,5 ponto percentual à inflação global em 2027”, completa Silva.

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Longo prazo: ganhos de produtividade

Apesar do cenário inflacionário imediato, a Reach Capital mantém uma visão otimista para o longo prazo. A IA tem potencial para automatizar tarefas repetitivas, otimizar cadeias produtivas e acelerar inovações, o que deve reduzir custos e aumentar a produtividade. “O problema é que esses ganhos não são instantâneos. Eles dependem de adaptação regulatória, treinamento de mão de obra e maturação tecnológica”, explica o relatório.

A gestora projeta que, a partir de 2030, a IA poderá contribuir com um acréscimo de 1,5% ao ano no PIB global, mas alerta que os formuladores de política econômica precisam estar preparados para administrar a transição.

Implicações para investidores

O relatório sugere que investidores devem se preparar para um ambiente de juros mais altos no curto prazo, à medida que os bancos centrais reajam à pressão inflacionária. “Setores como tecnologia e energia podem se beneficiar, mas outros, como varejo e serviços, podem sofrer com margens apertadas”, destaca o documento.

A Reach Capital recomenda cautela com ativos de renda fixa de longo prazo e exposição seletiva a empresas que estejam na vanguarda da adoção de IA.

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