Haddad deixa Fazenda após 1.200 dias com vitórias e atritos
Haddad deixa Fazenda após 1.200 dias com vitórias e atritos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o governo Lula para concorrer ao governo de São Paulo pelo PT nas eleições de outubro. Sua gestão, que durou três anos e dois meses, foi marcada por avanços econômicos e desafios fiscais.

Entre os principais marcos estão a reforma tributária sobre o consumo, aprovada após três décadas de debates no Congresso, e a criação do arcabouço fiscal, que buscou reorganizar as contas públicas. Indicadores como PIB, desemprego e renda apresentaram melhora, com crescimento acima do esperado e desemprego em níveis recordes.

No entanto, Haddad enfrentou dificuldades para consolidar sua credibilidade. Inicialmente visto com desconfiança pelo mercado financeiro, ele conquistou confiança, mas encontrou resistências internas no governo. Medidas de corte de gastos foram neutralizadas por prioridades do presidente Lula, como o reajuste real do salário mínimo, levando a uma estratégia focada no aumento da arrecadação.

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O país não atingiu a meta de déficit zero, e agentes do mercado não preveem redução do endividamento em curto prazo. Especialistas avaliam que Haddad demonstrou capacidade técnica e política, mas foi limitado pelo Palácio do Planalto. O ex-ministro Henrique Meirelles considera que a gestão ficou aquém do necessário, mas evitou uma deterioração maior da dívida.

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