O mercado financeiro manteve praticamente inalteradas as projeções para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026, de acordo com a edição mais recente do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central. A mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no próximo ano ficou em 4,10%, mesmo percentual da semana anterior. Já a estimativa de crescimento econômico permaneceu em 2,00%, também sem variação.
Projeções de inflação e juros
Para 2026, a mediana do IPCA foi mantida em 4,10%, com o intervalo das projeções indo de 3,80% a 4,50%. O mercado também manteve a expectativa para a taxa Selic ao final de 2026 em 12,75% ao ano, sem alteração. Para 2025, a projeção de inflação subiu levemente de 4,05% para 4,06%, enquanto a Selic esperada para o fim deste ano permaneceu em 14,75%.
PIB e câmbio
A mediana do PIB para 2026 permaneceu em 2,00%, com projeções variando entre 1,50% e 2,50%. Para 2025, o mercado elevou ligeiramente a estimativa de crescimento de 2,08% para 2,10%. A taxa de câmbio esperada para o fim de 2026 ficou estável em R$ 5,90 por dólar, mesma projeção da semana anterior. Para 2025, a cotação esperada também não mudou: R$ 5,70.
Contas externas e fiscais
A previsão para o déficit em conta corrente em 2026 foi mantida em US$ 50,0 bilhões. Para 2025, a estimativa também ficou estável em US$ 45,0 bilhões. O mercado manteve a projeção de déficit primário do setor público consolidado em 2026 em 0,80% do PIB. Para 2025, o déficit esperado é de 0,75% do PIB. A dívida líquida do setor público em 2026 foi projetada em 64,50% do PIB, ante 64,40% na semana anterior.
O Boletim Focus é elaborado pelo Banco Central com base em pesquisa semanal com cerca de 100 instituições financeiras. As projeções refletem a expectativa do mercado para os principais indicadores econômicos.



