Relatório Focus e discurso de dirigente do Fed marcam o dia
A agenda financeira desta segunda-feira (13) é marcada pela divulgação do Relatório Focus, do Banco Central, e por um discurso de um dirigente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Os investidores acompanham de perto as projeções de mercado para a inflação e a taxa de juros no Brasil, além de sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.
Focus: projeções para inflação e Selic
O Relatório Focus, que reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras, deve mostrar uma leve alta na projeção do IPCA para 2026, atualmente em 4,10%. A mediana para a Selic no fim do ano deve se manter em 10,50% ao ano. Segundo o Banco Central, o mercado também ajusta as expectativas para o PIB, que devem ficar em torno de 2,0%.
Discurso de dirigente do Fed pode sinalizar juros nos EUA
Nos Estados Unidos, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, participa de um evento e pode dar pistas sobre o ritmo de cortes de juros. Atualmente, a taxa americana está entre 5,25% e 5,50%. Qualquer sinalização de que o Fed pode manter os juros elevados por mais tempo tende a fortalecer o dólar e pressionar moedas emergentes, como o real.
O mercado também aguarda a divulgação de dados de vendas no varejo dos EUA na quinta-feira, que podem influenciar as expectativas para a política monetária. Segundo analistas, “a combinação de um Focus mais pessimista e um discurso hawkish do Fed pode aumentar a aversão ao risco nos mercados emergentes”.
Impacto nos mercados brasileiros
No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na última semana, já indicou que o ciclo de cortes de juros pode ser interrompido caso a inflação não mostre sinais de convergência para a meta. A expectativa é que o Focus reflita essa preocupação, com possíveis revisões para cima nas projeções de inflação de curto prazo.
O Ibovespa opera em leve alta, mas investidores mantêm cautela. O dólar comercial é negociado a R$ 5,20, com viés de alta. Especialistas recomendam atenção aos próximos indicadores econômicos, que devem definir o rumo dos ativos brasileiros nas próximas semanas.



