O fluxo cambial brasileiro registrou entrada líquida de US$ 17,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado reflete a combinação de juros elevados e um dólar forte, que atraíram capital estrangeiro para o país.
Entrada de capital estrangeiro impulsiona resultado
O saldo positivo foi puxado principalmente pelo fluxo financeiro, que inclui investimentos em títulos e ações. No período, a conta financeira registrou entrada líquida de US$ 15,2 bilhões, enquanto a conta comercial (exportações e importações) contribuiu com US$ 2,6 bilhões.
Segundo o BC, o desempenho foi influenciado pela alta da taxa Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano, e pela apreciação do dólar frente ao real. O dólar comercial fechou o semestre cotado a R$ 5,80, uma alta de 8% no período.
Impacto nos mercados e perspectivas
A entrada de dólares no país ajuda a conter a desvalorização do real e reduz a pressão inflacionária, mas também reflete a busca por rendimentos mais altos em um cenário global de juros baixos. Analistas do mercado projetam que o fluxo cambial deve continuar positivo no segundo semestre, embora em ritmo mais moderado, devido à incerteza fiscal e às eleições presidenciais.
O BC também informou que as reservas internacionais encerraram junho em US$ 340 bilhões, estáveis em relação ao mês anterior.



