O fluxo cambial brasileiro registrou entrada líquida de US$ 17,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). O montante representa o saldo entre os ingressos e as saídas de dólares no período, incluindo operações comerciais e financeiras.
Composição do fluxo cambial
O resultado positivo foi impulsionado principalmente pelo canal financeiro, que registrou entrada líquida de US$ 12,5 bilhões. Já o canal comercial, que inclui exportações e importações, apresentou superávit de US$ 5,3 bilhões. O BC não detalhou os fatores específicos que contribuíram para o fluxo, mas analistas apontam o ingresso de recursos estrangeiros em portfólios de renda fixa e variável como um dos motores.
Comparação com períodos anteriores
No mesmo período de 2025, o fluxo cambial havia registrado entrada líquida de US$ 15,2 bilhões, indicando uma aceleração de 17% no primeiro semestre de 2026. O aumento reflete a confiança de investidores estrangeiros na economia brasileira, apesar do cenário de juros elevados e incertezas fiscais.
Impacto no mercado de câmbio
O fluxo cambial positivo contribuiu para a estabilidade do real frente ao dólar no primeiro semestre. A moeda brasileira encerrou junho cotada a R$ 5,20, com leve valorização de 0,5% no período. Especialistas do mercado financeiro avaliam que a entrada de dólares ajuda a conter pressões inflacionárias e reduz a necessidade de intervenção do BC no câmbio.
Perspectivas para o segundo semestre
Para o segundo semestre de 2026, o mercado projeta continuidade do fluxo positivo, mas em ritmo menor, devido ao cenário externo adverso com a escalada de tensões geopolíticas e a alta do petróleo. O BC monitora os movimentos cambiais e pode atuar com leilões de swap cambial para evitar volatilidade excessiva.



