O Federal Reserve (Fed) decidiu manter as taxas de juros inalteradas em sua primeira reunião sob a presidência de Warsh. A decisão era amplamente esperada pelos mercados, mas as atenções se voltam para os próximos passos da política monetária americana e seus possíveis impactos no Brasil.
O que esperar da Era Warsh no Fed?
Com a nova liderança, o Fed sinaliza continuidade na abordagem cautelosa, priorizando o controle da inflação sem comprometer o crescimento econômico. Analistas apontam que Warsh pode adotar uma postura ligeiramente mais hawkish, mas sem mudanças bruscas. Para o Brasil, a manutenção dos juros americanos elevados tende a manter o dólar forte e pressionar a taxa de câmbio, além de influenciar as decisões do Banco Central local.
Impactos no mercado brasileiro
A Selic elevada, que leva a dívida a quase 20% ao ano, continua sendo uma preocupação para o mercado de crédito privado. Enquanto isso, o Tesouro IPCA+ voltou a pagar mais após a divulgação da prévia do PIB, indicando expectativas de inflação mais alta. No mercado de ações, o volume da Bolsa cai ao menos 20% em dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo, mas a rotação para ações de consumo na B3 não se sustenta, mesmo com o acordo EUA-Irã reduzindo ruídos geopolíticos.
Bancos e recomendações
O Bradesco BBI prefere Itaú entre os bancões e cortou projeções para BB e Santander. Já a Compass (PASS3) teve cobertura iniciada por quatro bancos com recomendação de compra, fazendo a ação subir forte. A Jalles Machado (JALL3) reportou prejuízo de R$ 50,9 milhões no 4º trimestre, alta anual de 498,8%.
Oportunidades de investimento
Na renda fixa, CDBs, LCIs e LCAs seguem atrativas, enquanto FIDCs bateram R$ 41 bilhões até maio. O FII SNEL11 lançou nova oferta de até R$ 2,3 bilhões. Multimercados apostam no exterior, com alguns fundos pagando 1.600% do CDI em um mês.
Política e economia
No cenário político, Lula afirmou ao FMI que 'nunca foi esquerdista', enquanto Flávio Bolsonaro acusou Moraes de vingança pessoal. A Justiça determinou que o governo pare de patrocinar conteúdos pelo fim da escala 6×1. No mundo, Trump defendeu acordo com o Irã para evitar catástrofe econômica, e o G7 quer limitar a China a 60% do fornecimento de terras raras até 2030.



