Empresas brasileiras miram retomada econômica na Venezuela
Empresas brasileiras miram retomada na Venezuela

Cerca de 30 empresas brasileiras, incluindo gigantes como JBS e Embraer, foram convidadas para participar de reuniões com autoridades venezuelanas e grupos empresariais locais, segundo fontes consultadas. O movimento ocorre em meio à retomada econômica da Venezuela, que vive um processo de abertura após anos de isolamento político e econômico.

Encontros estratégicos

As reuniões foram organizadas pela embaixada brasileira em Caracas e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O objetivo é fortalecer os laços comerciais entre os dois países, que já foram robustos no passado. A iniciativa faz parte dos esforços do governo Lula para revitalizar o comércio bilateral.

Setores de interesse

As empresas brasileiras representam diversos setores, como alimentos, aviação, construção civil e energia. A JBS, uma das maiores processadoras de carne do mundo, vê na Venezuela um mercado promissor para proteínas. Já a Embraer, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, busca oportunidades no setor de aviação comercial e executiva.

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Além das grandes corporações, pequenas e médias empresas também integram a comitiva, interessadas em nichos como tecnologia, saúde e infraestrutura. As reuniões devem ocorrer nas próximas semanas, com expectativa de fechamento de negócios e parcerias estratégicas.

Contexto econômico

A Venezuela enfrentou uma grave crise econômica, com hiperinflação e escassez de produtos básicos. No entanto, nos últimos meses, o país tem mostrado sinais de recuperação, com a flexibilização de sanções internacionais e a retomada de investimentos estrangeiros. O Brasil, como vizinho e parceiro histórico, busca se posicionar estrategicamente nesse novo cenário.

O comércio bilateral entre Brasil e Venezuela já ultrapassou US$ 5 bilhões anuais no passado, mas caiu drasticamente durante a crise. Agora, a expectativa é de que as trocas comerciais voltem a crescer, beneficiando empresas brasileiras que enxergam potencial no mercado venezuelano.

A iniciativa também é vista como um movimento político, já que o governo Lula tem priorizado a integração sul-americana e a retomada de relações com países vizinhos. A Venezuela, sob a presidência de Nicolás Maduro, busca atrair investimentos para reerguer sua economia.

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