O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que exista excesso de estímulo fiscal na economia do governo Lula e defendeu o uso de políticas públicas, como a segunda edição do Desenrola e subsídios setoriais, para corrigir desarranjos econômicos. Em participação no programa Roda Viva nesta segunda-feira (4), ele afirmou que o fiscal não é a razão dos juros altos no país, citando a melhora gradual do resultado primário entre 2023 e 2025.
Durigan apontou que a pressão inflacionária decorrente da guerra no Irã é o principal obstáculo para uma redução mais acelerada da Selic, e defendeu que o Brasil não deve ser 'sócio da guerra'. Ele exemplificou políticas localizadas adotadas para evitar crises mais profundas, como as medidas para o Rio Grande do Sul após as chuvas e a guerra comercial dos EUA contra o Brasil.
Sobre o novo Desenrola, o ministro disse esperar que seus efeitos sejam sentidos junto com a queda dos juros, como ocorreu na primeira fase em 2023. Ele explicou que o governo aprendeu com erros anteriores, facilitando o acesso à plataforma e permitindo que bancos procurem devedores diretamente, além de bloquear gastos com casas de apostas após a adesão ao programa.
Durigan também comentou o caso Master, classificando-o como grave e defendendo a punição dos envolvidos. Ele atribuiu a responsabilidade primordial à gestão do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que autorizou as operações do Banco Master entre 2019 e 2024. Sobre o BRB, afirmou que não é atribuição do governo federal salvar o banco, sendo este um problema do governo do Distrito Federal.



