Dólar forte e tensão no Irã pressionam mercados; veja impactos
Dólar forte e Irã pressionam mercados; veja impactos

O dólar volta a se fortalecer globalmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a retomada do bloqueio naval ao Irã, incluindo a cobrança de 20% sobre cargas que passarem pelo Estreito de Ormuz. A medida reacende tensões geopolíticas e impacta mercados financeiros, com o Ibovespa intensificando perdas, o bitcoin caindo e o petróleo subindo.

Ibovespa e mercados internacionais reagem

O Ibovespa ampliou as perdas nesta segunda-feira (13), pressionado pelo setor de petróleo e pela aversão a risco global. O índice opera em baixa, refletindo o temor de que o bloqueio possa elevar os custos logísticos e a inflação. Nos Estados Unidos, o Nasdaq e o S&P 500 também perderam força, com investidores monitorando balanços e o cenário geopolítico.

O petróleo tipo Brent subiu mais de 3%, cotado acima de US$ 80 o barril, com a expectativa de redução da oferta no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O bitcoin recuou 4%, para US$ 58 mil, com o aumento do petróleo renovando temores inflacionários que podem levar os bancos centrais a manter juros altos.

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Reação do Irã e riscos de escalada

O Irã rejeitou o controle dos EUA sobre o Estreito de Ormuz e ameaçou retaliação militar. O governo iraniano classificou a medida como "violação do direito internacional" e prometeu responder. O Goldman Sachs avalia que a dependência global de Ormuz pode diminuir gradualmente com a expansão de oleodutos na região, mas, no curto prazo, o risco de interrupção permanece elevado.

O Reino Unido também anunciou que designará a Guarda Revolucionária do Irã como ameaça à segurança nacional, ampliando as sanções. A tensão no Oriente Médio ocorre em meio à guerra na Ucrânia, que já elevou a demanda por dinheiro no país, levando o banco central local a lançar uma cédula de 2.000 hryvnia.

Impacto na América Latina e no Brasil

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) afirmou que o maior impacto da guerra para a região foi na inflação. Com o novo choque do petróleo, a pressão sobre os preços pode se intensificar. No Brasil, o mercado monitora a possibilidade de intervenção do Tesouro nos títulos IPCA+, que podem perder atratividade se o governo puxar o gatilho da intervenção.

O Bradesco BBI aponta que a temporada de balanços do segundo trimestre pode reforçar a aposta em bolsa brasileira barata. A XP mantém otimismo com o PIB e prevê dólar a R$ 5,00. Bancos como Goldman Sachs e JPMorgan reiteram preferência por ações como Suzano (SUZB3), devido a riscos climáticos do El Niño, e elevam apostas em Vibra e Ultrapar, com margens acima do esperado.

Onde investir em renda fixa e variável

Com a volatilidade, especialistas recomendam ajustar o portfólio para o segundo semestre. Na renda fixa, CDBs, LCIs e LCAs continuam oferecendo taxas atrativas, mas é preciso ficar atento à defasagem do Simples Nacional, que virou aumento disfarçado de imposto. Na bolsa, a Caixa Seguridade mantém forte impulso comprador, enquanto a Vale continua pressionada.

"O erro que faz o Brasil fracassar no combate ao crime organizado é a falta de coordenação entre estados", afirma pesquisadora ouvida pelo InfoMoney. A lista de traficantes internacionais dos EUA inclui Fernandinho Beira-Mar, evidenciando a conexão do crime brasileiro com o exterior.

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