CMIN3 cai 6,42% após oito altas consecutivas; análise técnica
CMIN3 cai 6,42% após oito altas; análise técnica

As ações da CSN Mineração (CMIN3) passaram por uma forte realização de lucros após acumularem oito pregões consecutivos de alta. Na última sessão, o papel recuou 6,42%, encerrando cotado a R$ 5,10, movimento que, por enquanto, é interpretado como uma correção natural diante da forte valorização recente. Apesar da queda, a estrutura técnica segue positiva, com o ativo ainda negociando acima das principais médias móveis no gráfico diário.

Próximos pregões serão decisivos

Na leitura do analista técnico Rodrigo Paz, os próximos pregões serão decisivos para avaliar se essa realização ficará restrita ao curto prazo ou se dará início a uma correção mais ampla. No gráfico semanal, o ativo continua em um ambiente de elevada volatilidade, mas a recuperação das últimas semanas mantém o cenário construtivo enquanto os principais suportes forem preservados.

Análise técnica no gráfico diário

No gráfico diário, observa-se que CMIN3 encerrou a última sessão com queda de 6,42%, aos R$ 5,10, interrompendo uma sequência de oito pregões consecutivos de alta. Apesar da realização, o ativo permanece negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a tendência positiva no curto prazo. O IFR (14) marca 65,23 pontos, próximo da região de sobrecompra, indicando que o papel já apresentava um movimento bastante esticado antes da correção recente. Na leitura do analista, isso aumenta a probabilidade de realizações de curto prazo, sem comprometer, por enquanto, a estrutura principal de alta.

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Resistências e suportes no curto prazo

Para que o fluxo comprador seja retomado, será importante superar as resistências em R$ 5,56 e R$ 5,84. Acima dessas regiões, o ativo poderá buscar R$ 6,05 e R$ 6,40. Por outro lado, caso a pressão vendedora continue e o papel perca a região das médias móveis, além dos suportes em R$ 5,06 e R$ 4,91, a correção poderá ganhar intensidade e levar a ação em direção aos suportes de R$ 4,85, R$ 4,46 e R$ 4,08.

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, CMIN3 acumula queda de 2,32% em 2026, em um cenário marcado por elevada volatilidade. Após testar a máxima histórica em R$ 6,37, o ativo passou por uma correção até R$ 4,08, mas voltou a ganhar força recentemente, registrando alta de 21,35% na semana anterior. Nesta semana, porém, recua 2,49%, refletindo principalmente a forte baixa da última sessão. Atualmente, a ação segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando uma estrutura técnica favorável, embora o afastamento dessas referências aumente a possibilidade de movimentos de realização. O IFR (14) marca 55,97 pontos, em região neutra, indicando equilíbrio entre compradores e vendedores.

Cenário de médio prazo e pontos de atenção

Na leitura do analista, será importante acompanhar o comportamento do ativo próximo das resistências em R$ 5,56 e R$ 5,90. Um rompimento consistente dessas regiões poderá abrir espaço para um novo teste da máxima histórica em R$ 6,37. Por outro lado, a perda da região das médias móveis poderá enfraquecer a recuperação recente e favorecer uma retomada da pressão vendedora. Nesse cenário, os principais suportes ficam em R$ 5,00, R$ 4,70, na média móvel de 200 períodos, em R$ 4,37, além de R$ 4,08, R$ 3,90 e R$ 3,80. Enquanto essas faixas forem preservadas, o cenário permanece positivo no médio prazo, embora a elevada volatilidade recomende atenção aos próximos rompimentos.

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