O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, detalhou nesta terça-feira (9) o rombo de R$ 8,8 bilhões da instituição durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Ele classificou as transações com o Banco Master como 'cruéis'. O executivo assumiu o cargo após a prisão do ex-presidente Paulo Henrique Costa, alvo da operação Compliance Zero da Polícia Federal, por suspeita de fraudes financeiras.
Para cobrir R$ 6,6 bilhões do prejuízo, o BRB busca um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O acordo foi homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, mas ainda depende de etapas protocolares, incluindo aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Se o DF não pagar o empréstimo, os bancos privados atuam como fiadores e podem ficar com repasses futuros do Fundo de Participação dos Municípios e dos Estados.
Os R$ 2,2 bilhões restantes para sanar o rombo virão da securitização da dívida ativa do Distrito Federal. Segundo Souza, uma primeira oferta dessas dívidas ao mercado já arrecadou R$ 1,17 bilhão, e o governo espera vender outros dois lotes para arrecadar até R$ 3 bilhões. O presidente do BRB também prometeu divulgar o balanço atrasado do banco até 30 de junho.



