O Ibovespa acelerou a alta nesta quinta-feira (11) e superou os 170 mil pontos pela primeira vez na história, impulsionado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizou uma postura mais branda em relação a tarifas comerciais. O mercado também reagiu a dados de inflação nos EUA, que reforçaram expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve.
Reação do mercado
O principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 1,8%, aos 170.234 pontos, renovando o recorde histórico. O volume financeiro negociado foi de R$ 28,7 bilhões, acima da média diária. Entre os destaques, as ações da Petrobras subiram 2,3% e da Vale, 1,9%, acompanhando o avanço das commodities no exterior.
Trump afirmou que está disposto a negociar com a China e que as tarifas podem ser reduzidas gradualmente, o que aliviou tensões comerciais globais. Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA veio abaixo do esperado, aumentando a probabilidade de um corte de juros em setembro.
Setores em foco
No Brasil, o setor de consumo e varejo foi um dos maiores beneficiados, com destaque para Magazine Luiza (+4,5%) e Via (+3,8%). Já os bancos tiveram desempenho misto: Itaú subiu 1,2%, enquanto Bradesco caiu 0,5% após a divulgação de balanço trimestral.
Analistas do mercado veem espaço para novos recordes, mas alertam para riscos fiscais internos. O governo Lula enfrenta pressão no Congresso com as chamadas 'pautas-bomba', que podem aumentar os gastos públicos e pressionar a inflação.
Perspectivas
Para os próximos dias, investidores monitoram a tramitação da reforma tributária e os dados de emprego no Brasil. O mercado também aguarda a decisão do Copom sobre a taxa Selic, que deve ser mantida em 13,75% ao ano na reunião da próxima semana.
A alta do Ibovespa reflete um cenário externo favorável, mas a sustentabilidade do movimento depende de sinais de controle fiscal e inflacionário no país.



