Bolsa, dólar e juros: impactos do petróleo caro e tensão no Oriente Médio
Bolsa, dólar e juros: impactos do petróleo caro e tensão no Oriente Médio

O petróleo Brent disparou mais de 7% no after market após os Estados Unidos anunciarem novos ataques ao Irã. A escalada da tensão no Oriente Médio elevou a aversão ao risco nos mercados globais, impactando diretamente a Bolsa brasileira, o dólar e os juros futuros. Investidores monitoram desdobramentos geopolíticos e dados econômicos.

Petróleo e tensão no Oriente Médio dominam o humor dos mercados

Os preços do petróleo dispararam após os EUA darem continuidade à nova onda de ataques contra alvos no Irã. O Brent, referência internacional, ultrapassou a marca dos US$ 85 por barril, impulsionado pelo temor de interrupção no fornecimento da região do Estreito de Ormuz. A ameaça persiste, segundo autoridades americanas, que anunciaram o fim da nova onda de ataques, mas mantêm a pressão sobre o regime iraniano.

Faria Lima vê atuação de Flávio Bolsonaro em tarifaço como inócua

No cenário político doméstico, agentes do mercado consideram irrelevante a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao novo tarifaço dos EUA. A avaliação é de que não há impacto prático sobre as negociações comerciais bilaterais. Enquanto isso, a proposta de Flávio de criar uma zona de livre comércio com os EUA é vista com ceticismo.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Ata do BCE e falas do Fed: juros globais no foco

A ata da reunião do Banco Central Europeu (BCE) trouxe sinais de cautela, enquanto dirigentes do Federal Reserve (Fed) reiteraram a necessidade de manter juros altos por mais tempo. Esse cenário global pressiona os juros futuros brasileiros, com a curva a termo precificando maior prêmio de risco. No mercado doméstico, a expectativa é de que o Copom mantenha a Selic em 14,25% ao ano, mas a ata do BCE e falas do Fed podem influenciar as decisões futuras.

Direcional, Ambipar, SLC Agrícola e Vale: destaques corporativos

A Direcional registrou vendas líquidas de R$ 1,7 bilhão no segundo trimestre, em linha com o mesmo período do ano anterior. A Ambipar assinou um acordo de apoio com credores para reestruturação de dívidas. A SLC Agrícola comprou 8,9 mil hectares no Mato Grosso por R$ 669 milhões, ampliando sua área plantada. A Vale segue no radar com a volatilidade do minério de ferro. Outras ações como Méliuz também estão entre os destaques.

Onde investir: renda fixa, FIIs e cautela com prefixados

Em meio à volatilidade, as aplicações de renda fixa seguem como porto seguro. A XP recomenda cautela com títulos prefixados, apesar das taxas altas, e sugere papéis indexados à inflação. Os fundos imobiliários (FIIs) de shoppings ganham espaço nas recomendações na virada do semestre. O ex-diretor do Banco Central, por sua vez, aposta na continuidade dos cortes da Selic, contrariando o consenso do mercado.

Guerra no Irã: EUA anunciam fim de nova onda de ataques

Os Estados Unidos anunciaram o encerramento da nova onda de ataques contra o Irã, mas o Estreito de Ormuz continua sob ameaça. O petróleo Brent avançou mais de 7% no after market, refletindo o temor de interrupção no fluxo de petróleo. Enquanto o patriarca do Irã é velado, Teerã dá sinais de mudança, mas a tensão permanece elevada.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar