Mais de 1.000 artistas de Hollywood, incluindo Joaquin Phoenix, Glenn Close e Adam McKay, assinaram uma carta aberta contra a aquisição de US$ 110 bilhões da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. O documento expressa 'oposição inequívoca' ao acordo, que está sob análise regulatória nos EUA, Europa e provavelmente no Reino Unido.
Na carta, os signatários alertam que a transação consolidaria ainda mais o cenário de mídia já concentrado, reduzindo a concorrência. 'O resultado será menos oportunidades para criadores, menos empregos em todo o ecossistema de produção, custos mais altos e menos opções para o público nos Estados Unidos e ao redor do mundo', afirmam.
A fusão, que superou a Netflix em fevereiro, criará um vasto império de mídia controlando dois estúdios tradicionais, dois serviços de streaming (incluindo HBO Max), duas redes de notícias (CNN e CBS) e dezenas de canais de TV a cabo. Sindicatos de Hollywood já haviam expressado preocupações com perda de empregos em uma indústria que enfrentou demissões significativas.
Em comunicado, a Paramount disse que 'ouve e entende as preocupações' e que a transação reunirá 'forças complementares' para apoiar mais projetos e talentos globalmente. O CEO David Ellison se comprometeu a lançar 30 filmes por ano nos cinemas e manter investimentos em cinema, TV e streaming.
O conselho da Warner Bros., em carta de dezembro, afirmou que a Paramount busca economia total de US$ 9 bilhões, o que 'tornaria Hollywood mais fraca, não mais forte'. A senadora Elizabeth Warren classificou a proposta como 'incêndio antitruste de nível cinco'. A Paramount pagará taxa de rescisão de US$ 7 bilhões se o acordo for bloqueado, além de multa trimestral progressiva.



