Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que 63% dos empréstimos concedidos pelo programa Crédito do Trabalhador foram destinados a pessoas com renda de até quatro salários mínimos. Entre 21 de março e 9 de junho, esse grupo contratou aproximadamente R$ 7 bilhões, de um total de R$ 14,6 bilhões liberados no período.
Trabalhadores com renda entre quatro e oito salários mínimos representaram 18,82% das contratações, enquanto aqueles que recebem acima de oito salários mínimos responderam por 18,57%. Até a última segunda-feira (16), o programa já havia alcançado R$ 15,9 bilhões em contratações, beneficiando mais de 2,6 milhões de trabalhadores em todo o país.
O Distrito Federal se destaca com a maior média de valor contratado por trabalhador: R$ 7.716,02, enquanto a média nacional é de R$ 5.958,78. A taxa média de juros do programa caiu para 3,47% ao mês. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo não permitirá “juros incompatíveis” com a proposta do programa.
“Esse programa é inclusivo. Estamos contemplando pessoas que antes não tinham acesso a crédito com juros baixos, como trabalhadores domésticos. O antigo consignado favorecia quem ganhava mais de oito salários mínimos”, destacou Marinho. As instituições financeiras têm priorizado trabalhadores com maior tempo de vínculo empregatício.
Entre os que recebem de um a dois salários mínimos, o tempo médio na empresa é de 119 meses. Para quem ganha entre dois e quatro salários, a média sobe para 155 meses. Já entre os que recebem acima de oito salários, o tempo médio é de 192 meses. A média dos valores contratados também varia: trabalhadores com até dois salários mínimos contrataram, em média, R$ 3.391,60, enquanto os que ganham acima de oito salários contrataram, em média, R$ 9.079,23.



