Vinland Capital reabre fundos de crédito com spreads mais atrativos
Vinland reabre fundos de crédito com spreads atrativos

A Vinland Capital decidiu reabrir todos os seus fundos de crédito para novas captações, após um longo período de prêmios comprimidos. A gestora avalia que o mercado de crédito privado voltou a oferecer oportunidades mais atrativas, com spreads que se abriram mais de 120 pontos-base em relação ao pico de outubro do ano passado.

Melhora nos spreads impulsiona reabertura

Segundo Jean-Pierre Cote Gil, sócio e gestor da Vinland Capital, a reabertura reflete uma melhora expressiva nos spreads, que equivale a 1,2 ponto percentual ao ano embutido nos preços dos papéis. "Reabrir os fundos é o maior sinal de que a gente está mais confiante na questão de preço e risco", afirmou Gil em entrevista ao Stock Pickers.

Estratégia de proteção em 2024

A postura atual contrasta com a estratégia adotada pela gestora ao longo de 2024. Em junho, a Vinland fechou os fundos de infraestrutura para novas captações, e em dezembro, fez o mesmo com o fundo de previdência. A lógica era proteger os investidores já existentes, evitando diluir a carteira com prêmios baixos.

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Agora, com os spreads em níveis mais atrativos, a gestora voltou a abrir espaço para captação. Nos fundos incentivados, com isenção de Imposto de Renda, o retorno equivalente bruto chega a CDI mais 3 a 4 pontos percentuais, rentabilidade não encontrada no mercado tributado convencional.

Estrutura de análise robusta

A Vinland mantém uma equipe de dez pessoas que monitora cerca de mil emissões de aproximadamente 150 grupos econômicos. A rotina inclui atribuir preços de compra e venda a cada papel. "A gente tenta dar preço para tudo porque preço é informação", explicou Gil.

A metodologia de análise se apoia no nível de margem operacional e na volatilidade histórica dessas margens. Setores com margens estreitas e instáveis exigem estrutura financeira mais conservadora. O varejo é citado como exemplo de setor com margem apertada e sujeita a oscilações.

Mudanças no setor de infraestrutura

No segmento de infraestrutura, carro-chefe dos fundos com isenção fiscal, Gil alerta para mudanças de perfil. Alterações nas regras ampliaram o universo de empresas aptas a emitir esses papéis, incluindo telecomunicações, petróleo e gás e agronegócio. "O perfil de risco que você pode ter no mundo de infra hoje não é o mesmo de dez anos atrás", advertiu.

Um setor que concentra atenção especial é o de fibra óptica, que atingiu saturação em várias cidades, com múltiplas operadoras disputando os mesmos endereços. A disputa agora migrou para retenção de clientes de maior valor, pressionando as margens.

Timing da reabertura

A decisão de fechar os fundos no ano passado, segundo Gil, protegeu investidores de entrarem em momento desfavorável. "Eu evitei que alguns clientes entrassem nos fundos no momento que eu achava que os próximos 12 meses não seriam tão legais". Agora, com spreads mais atrativos, a reabertura comunica a convicção da gestora no mercado.

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