Vale lidera recomendações de ações para junho de 2026 com 10 indicações
Vale lidera recomendações de ações para junho de 2026

A Vale (VALE3) é a ação mais recomendada para junho de 2026, segundo compilado do InfoMoney com carteiras de 10 principais corretoras e casas de análise do país. Pela primeira vez em 2026, a mineradora aparece em todas as carteiras consultadas, após um mês em que resistiu a uma forte venda na Bolsa brasileira.

Cenário de maio e posicionamento defensivo

O mês de maio foi marcado por intensa saída de capital estrangeiro, ruído eleitoral crescente e revisão para baixo nas expectativas de corte da Selic. Essa combinação levou o Ibovespa a recuar 7,22%, o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023. Diante desse ambiente, as casas migraram para um posicionamento mais defensivo, privilegiando previsibilidade de resultados, geração de caixa e valuations descontados após a correção.

Ranking de recomendações

Itaú (ITUB4), com 7 indicações, aparece em segundo lugar, seguido por Axia (AXIA3), Petrobras (PETR4) e Localiza (RENT3), com 6 recomendações cada, e Embraer (EMBJ3), com 5. Confira a lista completa:

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  • Vale (VALE3): 10 recomendações, retorno no ano de +15,09%
  • Itaú Unibanco (ITUB4): 7 recomendações, retorno de +3,12%
  • Axia Energia (AXIA3): 6 recomendações, retorno de +3,60%
  • Petrobras (PETR4): 6 recomendações, retorno de +38,17%
  • Localiza (RENT3): 6 recomendações, retorno de -2,43%
  • Embraer (EMBJ3): 5 recomendações, retorno de -17,17%

Fonte: Ágora Investimentos, Andbank, Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA, Monte Bravo, Terra Investimentos e XP Investimentos, com dados da Economatica.

Vale (VALE3)

A Vale foi a única ação do ranking a fechar maio no positivo, com alta de 2,02%, na contramão de um índice que despencou mais de 7%. O desempenho foi sustentado pela resiliência do minério de ferro próximo a US$ 110 por tonelada e por sinais de retomada da atividade industrial chinesa. O alívio geopolítico no Oriente Médio, que pesou sobre a Petrobras, teve efeito oposto sobre a mineradora ao reduzir riscos globais e favorecer o apetite por commodities metálicas. O Santander projeta preços do minério acima de US$ 100 por tonelada ao longo de 2026, sustentados por oferta limitada, demanda resiliente da China e crescimento em mercados como Índia e Sudeste Asiático. A Terra Investimentos destaca que o valuation segue descontado, com espaço para valorização com a recuperação dos preços da commodity.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú voltou à carteira do BTG Pactual em junho, substituindo o Nubank, o que ajudou a elevar sua contagem para 7 indicações. O banco reportou lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões no primeiro trimestre, com retorno sobre patrimônio de 25%, em linha com as estimativas. Para o BTG, o Itaú está mais bem posicionado do que os pares para enfrentar um mercado de crédito mais desafiador, com qualidade de ativos sólida e histórico de redução proativa de risco. O Santander elevou o preço-alvo para R$ 50,00 e mantém o papel como preferência no setor bancário, citando expectativa de crescimento de 12% a 14% no lucro líquido em 2026. A XP aponta valuation atrativo com P/L de 8,6x para 2026.

Axia Energia (AXIA3)

A Axia acumulou queda de 15,5% em maio, a maior baixa entre as ações do ranking, pressionada por resultado do primeiro trimestre ligeiramente abaixo das estimativas e por frustração com o programa de recompra de ações. Ainda assim, seis casas mantiveram ou incluíram o papel para junho. O BB Investimentos ressalta o avanço na comercialização de energia e a nova política de dividendos, que projeta retorno crescente ao acionista nos próximos anos. Para o Itaú BBA, a queda recente criou assimetria favorável, com preço justo estimado em R$ 50,30.

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Petrobras (PETR4)

A Petrobras registrou queda de 14,43% em maio, seu primeiro mês negativo de 2026, devolvendo parte dos ganhos acumulados desde o início do conflito no Oriente Médio. O movimento refletiu o avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, que derrubou o petróleo Brent em US$ 19 no mês. O BTG Pactual reduziu o peso do papel de 15% para 10%, mas manteve a posição, citando dividend yield estimado de 10% para 2026 com o Brent a US$ 82 por barril. O BB Investimentos destaca o robusto plano de expansão de plataformas e custos de extração competitivos como diferenciais da estatal.

Localiza (RENT3)

A Localiza caiu 8,47% em maio, abaixo do Ibovespa, pressionada pela perspectiva de Selic mais elevada por mais tempo. O papel permanece nas carteiras de cinco casas para junho. A XP aumentou o peso da ação de 7,5% para 10%, citando perfil de alta qualidade, melhora do momento operacional e valuation atrativo após a correção. O BB Investimentos destaca crescimento de 45% no lucro líquido no primeiro trimestre e ROIC de 15,9%, o maior desde 2022, como evidências de recuperação consistente da rentabilidade. O Santander elevou o preço-alvo para R$ 70,00 e mantém o papel como preferência nos setores de transporte e bens de capital.

Embraer (EMBJ3)

A Embraer fecha o ranking com 5 indicações, sustentada por uma carteira de pedidos de US$ 32 bilhões e perspectiva de melhora operacional no segundo semestre, sazonalmente mais forte. Os resultados do primeiro trimestre vieram abaixo do esperado, mas as casas atribuem o desempenho a fatores temporários, como mix menos favorável e impacto de tarifas de importação nos Estados Unidos. O BB Investimentos vê na queda de 17% no ano uma janela de entrada atrativa, com expectativa de conversão de estoques em entregas e melhora do capital de giro ao longo de 2026. A XP mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 92,00.