O Banco Safra reiterou a recomendação de compra para a Copel (CPLE3) e elevou o preço-alvo para o final de 2026 de R$ 17,20 para R$ 17,50, indicando um potencial de valorização de 18%. Segundo o banco, a companhia sustenta um valuation atrativo mesmo após a recente alta das ações, impulsionada pela forte geração de caixa esperada e pelos ganhos com contratos de capacidade.
Preço-alvo e valuation atrativo
De acordo com o Safra, a ação da Copel negocia com taxa interna de retorno real próxima de 13%, acima da média dos pares do setor elétrico. "A forte geração de caixa deve permitir mais investimentos sem comprometer a distribuição de dividendos", destacam os analistas. O banco estima que os novos contratos conquistados no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 devem adicionar mais de R$ 2 bilhões ao Ebitda da companhia entre 2030 e 2031, com projetos de ampliação das usinas Segredo e Foz do Areia.
Revisão tarifária e impacto nos resultados
A revisão do preço-alvo também considerou novas premissas macroeconômicas e os efeitos da revisão tarifária que entrou em vigor em 24 de junho, com reajuste médio de 20,51%. Segundo o banco, a nova tarifa resultou em um lucro operacional regulatório acima do esperado para o segmento de distribuição.
Previsões para o segundo trimestre de 2026
Para o segundo trimestre de 2026, o Safra projeta um Ebitda regulatório de R$ 1,65 bilhão para a Copel, alta de 9,4% na comparação anual. A estimativa leva em conta o guidance operacional divulgado pela companhia, os preços de energia observados no período e o desempenho recente de custos. O lucro líquido deve permanecer praticamente estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, em cerca de R$ 570 milhões, conforme os cálculos do banco.



