Apenas cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI (taxa básica de juros) no acumulado de 2026, segundo levantamento recente. O resultado reflete um cenário desafiador para a categoria, que sofreu com a volatilidade dos juros futuros e o câmbio.
O que os fundos vencedores têm em comum?
Os gestores desses fundos adotaram posições compradas em juros reais (NTN-Bs) e exposição cambial tática. Um dos gestores, sob condição de anonimato, afirmou: "Conseguimos capturar a queda dos juros longos no início do ano e nos protegemos com opções de câmbio". A maioria também evitou risco de crédito privado.
Desempenho do Ibovespa e perspectiva
O Ibovespa futuro opera em alta nesta segunda-feira (20), impulsionado pelo alívio nas tensões entre EUA e Irã e pela queda do petróleo. O mercado monitora o noticiário geopolítico e a pauta fiscal doméstica. O dólar ronda a estabilidade, cotado a R$ 5,75.
Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026
Pela terceira semana consecutiva, o mercado reduziu a projeção do IPCA para 2026, agora em 4,12%. A mediana das expectativas para a Selic no fim do ano subiu para 14,75%.
Petróleo e Irã
O petróleo zerou a alta após declarações do ministro do Irã sobre negociações com os EUA. A desvalorização da moeda iraniana bateu recorde: 1,95 milhão de riais por dólar.
Raízen e B3
A Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1. O papel está cotado a R$ 0,89 e precisa de valorização para evitar o deslistamento.



