Rodrigo Balassiano: FIDCs rumo ao primeiro trilhão com crédito estruturado
Rodrigo Balassiano: FIDCs rumo ao primeiro trilhão

O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) está prestes a atingir a marca histórica de um trilhão de reais em patrimônio líquido, segundo análise de Rodrigo Balassiano, especialista em crédito estruturado. Esse crescimento reflete a maturidade do segmento e o novo dinamismo que o crédito estruturado vem experimentando no Brasil.

Crescimento acelerado dos FIDCs

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o patrimônio líquido dos FIDCs alcançou R$ 980 bilhões em junho de 2026, um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. Balassiano destaca que, se mantido o ritmo atual, a barreira do trilhão deve ser superada ainda neste semestre.

“Os FIDCs evoluíram de instrumentos nichados para protagonistas do mercado de capitais brasileiro. A diversificação de ativos e a melhora na regulação foram fundamentais para esse salto”, afirma Rodrigo Balassiano, sócio de uma gestora especializada em crédito estruturado.

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Novo dinamismo do crédito estruturado

O especialista aponta que o crédito estruturado ganhou tração com a busca por alternativas ao crédito bancário tradicional. As empresas, especialmente as de médio porte, encontraram nos FIDCs uma fonte de funding mais flexível e com custos competitivos. “O mercado de capitais brasileiro amadureceu, e os FIDCs são a prova viva disso. Eles permitem a securitização de recebíveis diversos, como duplicatas, cheques, cartões de crédito e até royalties”, explica Balassiano.

Entre os fatores que impulsionam esse crescimento, estão a digitalização dos processos de originação e gestão de crédito, o aumento da confiança dos investidores institucionais e a atuação de novas plataformas de securitização. “O ecossistema de crédito estruturado está mais eficiente, com maior transparência e liquidez”, complementa.

Impactos para o mercado financeiro

A maturidade dos FIDCs também traz impactos significativos para o sistema financeiro como um todo. Com a expansão desse mercado, há uma descentralização do crédito, reduzindo a dependência dos bancos. “Isso é saudável para a economia, pois amplia o acesso ao crédito e estimula a concorrência”, avalia Balassiano.

Ele ressalta que o avanço dos FIDCs não se limita ao volume, mas também à sofisticação. “Hoje, vemos estruturas mais complexas, com subordinação de cotas, reforço de crédito e garantias reais, o que atrai investidores mais exigentes”, diz.

Para o futuro, Balassiano projeta que a tendência é de consolidação e inovação. “O mercado de FIDCs ainda tem muito espaço para crescer, especialmente com a regulamentação de novos ativos e a entrada de investidores estrangeiros. O primeiro trilhão é apenas o começo de uma nova era para o crédito estruturado no Brasil”, conclui.

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