As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), tradicionalmente isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, perderão esse benefício a partir de 2026. A mudança, prevista na reforma tributária aprovada em 2023, reacende o radar dos investidores em busca de alternativas com tributação favorecida.
Impacto nos rendimentos
Com o fim da isenção, as LCIs e LCAs passarão a ser tributadas pela tabela regressiva do IR, com alíquotas que variam de 22,5% a 15%, dependendo do prazo. Isso reduzirá a rentabilidade líquida desses papéis, que eram os queridinhos da renda fixa por sua vantagem fiscal. Segundo analistas, a perda pode chegar a até 2 pontos percentuais ao ano, dependendo do título e do prazo.
Alternativas no radar
Investidores já começam a migrar para outros ativos isentos, como debêntures incentivadas, CRIs e CRAs (que mantêm isenção para pessoas físicas até certos limites) e fundos imobiliários. “O mercado está se ajustando, mas a busca por eficiência fiscal continua”, afirma um gestor de renda fixa.
Contexto da reforma
A reforma tributária, promulgada em 2023, unificou tributos e eliminou gradualmente benefícios fiscais. O fim da isenção de LCIs e LCAs foi uma das medidas para compensar a redução da carga sobre o consumo. O governo estima que a mudança gere arrecadação adicional de R$ 10 bilhões ao ano a partir de 2026.
O que fazer agora
Para quem já possui LCIs e LCAs, a recomendação é manter os títulos até o vencimento, pois a isenção vale para aplicações feitas até 31 de dezembro de 2025. Novos investimentos, porém, devem ser avaliados com cautela. “O investidor precisa recalcular a rentabilidade líquida e comparar com outras opções”, orienta um especialista em planejamento financeiro.



