Ibovespa sobe quase 3% com IPCA abaixo do esperado
Ibovespa sobe quase 3% com IPCA abaixo do esperado

Maior alta diária desde março

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em forte alta de quase 3% nesta sexta-feira, registrando a maior variação diária desde março. O movimento foi impulsionado pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que ficou abaixo das expectativas do mercado.

IPCA surpreende para baixo

O IPCA de junho subiu 0,15%, contra a previsão mediana de 0,20% dos analistas consultados pela Bloomberg. A desaceleração em relação a maio (0,23%) e o resultado aquém do esperado reforçaram a percepção de que a inflação está sob controle, abrindo espaço para cortes na taxa Selic.

“O dado de inflação veio melhor do que o esperado, o que anima o mercado com a possibilidade de redução de juros mais cedo”, afirmou Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora. A expectativa de juros mais baixos tende a beneficiar ações de empresas endividadas e setores cíclicos, que se destacaram no pregão.

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Setores e ações em destaque

As ações de varejo e consumo foram as maiores altas do dia. Magazine Luiza (MGLU3) subiu 8,5%, enquanto Via Varejo (VVAR3) avançou 7,2%. Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) também contribuíram para o índice, com altas de 2,8% e 1,9%, respectivamente, acompanhando o otimismo global e a alta do petróleo.

O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 28 bilhões, acima da média diária de R$ 22 bilhões registrada no mês. O índice encerrou aos 125.340 pontos, acumulando alta de 1,5% na semana.

Impacto para investidores

A reação positiva do mercado ao IPCA abaixo do esperado sinaliza que os investidores estão precificando um cenário de juros mais baixos no Brasil. A redução da Selic, atualmente em 13,75% ao ano, pode impulsionar a Bolsa e reduzir a atratividade da renda fixa. Economistas do Itaú BBA revisaram suas projeções para a Selic, indicando possibilidade de corte já na reunião de agosto do Copom.

“O IPCA abaixo do esperado reforça a tese de que o ciclo de aperto monetário terminou e que o próximo movimento será de flexibilização”, destacou em relatório o time de macroeconomia do BTG Pactual. A expectativa é que o mercado continue volátil, mas com viés de alta no curto prazo.

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