O Ibovespa encerrou mais uma sessão no campo negativo, registrando a quinta queda consecutiva. O índice recuou 0,10%, aos 168.277 pontos, após oscilar entre a mínima de 167.910 pontos e a máxima de 169.542 pontos. Desde a máxima histórica na região dos 199.354 pontos, o mercado mantém uma estrutura de baixa, com os vendedores ainda controlando o movimento principal.
Análise Gráfica Diária
No gráfico diário, observa-se que o índice continua negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e testa uma região técnica extremamente relevante: a média de 200 períodos. Esse nível vem atraindo atuação compradora e dificultando uma aceleração da pressão vendedora, tornando-se um dos principais pontos de atenção para os próximos pregões.
O IFR (14) está em 33,63 pontos, próximo da faixa de sobrevenda, condição que pode favorecer movimentos de repique. Ainda assim, enquanto o índice permanecer abaixo das principais resistências, o viés segue predominantemente baixista.
Cenários Possíveis
Para uma retomada da alta, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de sustentar o índice acima da média de 200 períodos e romper as médias curtas. Nesse cenário, vejo espaço para avanços em direção às resistências de 174.940/178.340 pontos, com objetivo posterior em 182.840/186.450 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte em 168.070 pontos pode acionar um novo movimento de baixa. Abaixo dessa região, os próximos alvos passam a ser 165.000/161.600 pontos, com projeções mais amplas em 158.400/153.500 pontos.
Gráfico de 60 Minutos
No curto prazo, o gráfico de 60 minutos mostra que o Ibovespa negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e muito próximo de um suporte importante. A estrutura continua fragilizada, mas o mercado segue defendendo a região dos 168 mil pontos.
Para que o índice apresente reação compradora, será fundamental superar a faixa de resistência em 170.600/171.840 pontos. Caso isso aconteça, os próximos objetivos ficam em 174.220/174.900 pontos, com potencial de extensão para 177.400/178.200 pontos.
Já a continuidade da tendência de baixa depende do rompimento e fechamento abaixo de 168.070 pontos. Se esse movimento ocorrer acompanhado por aumento de volume, o fluxo vendedor poderá ganhar força em direção aos suportes de 166.060/165.000 pontos, com alvo mais longo na região de 164.080/163.500 pontos.
Minicontratos
Mini-Índice (WINQ26)
Os contratos do mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão em alta de 0,31%, aos 172.015 pontos, em um movimento de recuperação após a pressão vendedora dos últimos pregões.
Após interromper a sequência recente de quedas, o mini-índice voltou a fechar acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, sinalizando melhora da dinâmica de curto prazo.
Para o pregão de hoje, a primeira resistência está em 172.400/172.870 pontos, se romper essa faixa, o contrato pode ampliar o movimento comprador. Já para reduzir a pressão positiva, será necessário romper o primeiro suporte em 171.050/170.620 pontos.
No gráfico de 60 minutos, apesar do avanço recente, o contrato ainda negocia dentro de um canal de baixa e entre as médias de 9 e 21 períodos. A superação de 172.560/174.160 pontos pode reforçar o movimento comprador, enquanto a perda de 171.160/170.700 pontos tende a recolocar pressão vendedora sobre o ativo.
Minidólar (WDON26)
Os contratos de minidólar (WDON26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão em alta de 1,05%, aos 5.175,5 pontos, mantendo fluxo comprador dos últimos pregões.
Apesar da forte valorização registrada na última sessão, o gráfico de 15 minutos mostra o contrato negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando possibilidade de correção no curtíssimo prazo. Assim, a região de 5.186/5.198 pontos passa a ser a principal barreira para a continuidade da alta, enquanto o suporte em 5.162/5.135 pontos será importante para avaliar a força dos vendedores.
Já no gráfico de 60 minutos, o cenário permanece mais construtivo, com o ativo negociando acima das médias móveis e mantendo viés positivo enquanto sustentar os níveis de suporte mais relevantes.
Bitcoin Futuro (BITM26)
Os contratos futuros de Bitcoin com vencimento em junho (BITM26) encerraram a última sessão em queda de 0,91%, aos 326.660 pontos, mantendo o viés negativo observado no último pregão. Pelo gráfico diário, observo que o ativo continua inserido em uma estrutura baixista, negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça a predominância da pressão vendedora. Além disso, o IFR (14) está em 35,83 pontos, próximo da região de sobrevenda, sinalizando que o mercado começa a operar em níveis mais estressados, embora ainda sem confirmação de reversão.
No campo dos suportes, a faixa entre 307.240 e 292.840 pontos segue como o principal ponto de atenção. A perda dessa região poderá acelerar o fluxo vendedor, abrindo espaço para movimentos em direção aos próximos alvos em 268.960 a 252.160 pontos. Em um cenário de maior pressão, o mercado poderá buscar a região mais distante entre 239.480 e 215.640 pontos.
Por outro lado, uma reação compradora dependerá da superação da primeira zona de resistência, localizada entre 350.960 e 379.620 pontos. Caso consiga romper essa faixa, o contrato poderá ganhar força para avançar em direção a 411.860 a 442.680 pontos, com objetivo mais longo na região de 478.980 a 513.500 pontos.
Suporte e Resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta sexta-feira (19).
IM points. Fonte: Nelogica. Elaboração: Bruno Nadai
(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)



