As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em baixa nesta segunda-feira, refletindo o sinal negativo do dólar ante o real e a acomodação dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em uma sessão com agenda esvaziada de indicadores econômicos.
Queda nas taxas curtas e longas
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,04%, com baixa de 6 pontos-base ante o ajuste de 14,095% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 caiu para 14,325%, com queda de 8 pontos-base em relação ao ajuste de 14,406%.
Na sexta-feira, o feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos reduziu a liquidez nos mercados globais, incluindo a renda fixa brasileira. Na ocasião, as taxas dos DIs já haviam recuado após a divulgação de dados fracos da indústria.
Dólar e Treasuries influenciam
Nesta segunda-feira, os Treasuries voltaram a operar, com rendimentos em leve baixa no início do dia, o que pressionou a curva a termo brasileira. Durante a tarde, com os rendimentos contidos, as taxas dos DIs mantiveram-se em queda, alinhadas ao recuo firme do dólar ante o real.
O dólar cedeu para abaixo de R$ 5,15, em meio ao enfraquecimento da moeda norte-americana ante outras divisas. Um profissional ouvido pela Reuters destacou a liquidez limitada no mercado de DIs durante a tarde, em um dia sem grandes gatilhos no noticiário.
Focus: inflação e Selic
Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central revelou que a mediana das projeções dos economistas para a inflação deste ano caiu de 5,33% para 5,30%, enquanto para o próximo ano subiu de 4,17% para 4,18%. A taxa básica Selic projetada para o fim deste ano permaneceu em 14,00% e para o final de 2026 em 12,00%. Atualmente, a Selic está em 14,25%.
No exterior, às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 1 ponto-base, a 4,473%.



