CDBs prefixados pagam até 14,300% ao ano na XP
CDBs prefixados pagam até 14,300% ao ano na XP (08.07.2026)

O mercado de emissão bancária na plataforma da XP apresenta, nesta quarta-feira (8), CDBs com taxas prefixadas de até 14,300% ao ano para vencimentos acima de 12 meses. Títulos atrelados à inflação pagam até IPCA+ 9,200% para prazos superiores a um ano, enquanto os pós-fixados rendem até 106% do CDI para o mesmo período.

LCAs e LCIs disponíveis

As LCAs oferecem taxas prefixadas de até 12,200% ao ano para vencimentos acima de um ano, e as pós-fixadas pagam até 85,5% do CDI. Já as LCIs prefixadas atingem 12,000% ao ano para vencimento em um ano, enquanto as pós-fixadas rendem até 87% do CDI para prazos superiores a um ano.

Opções de investimento em renda fixa

Entre os destaques estão o CDB do Banco C6 Consignado S.A., com taxa de 101,5% do CDI e vencimento em julho de 2029; o CDB BS2, com 103,5% do CDI e vencimento em julho de 2032; e a LCA Sicoob, com 92% do CDI e vencimento em abril de 2033. As ofertas são limitadas à capacidade disponível do produto nesta quarta-feira.

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Cenário de juros futuros

As taxas dos juros futuros (DIs) fecharam a terça-feira (7) em alta, revertendo o viés de queda observado durante boa parte da sessão. O movimento foi provocado pela escalada das tensões no Oriente Médio, após os Estados Unidos revogarem uma autorização para a venda de petróleo do Irã, o que impulsionou os preços da commodity, fortaleceu o dólar e elevou os rendimentos dos Treasuries.

Na ponta curta e intermediária da curva, o DI para janeiro de 2028 avançou 10 pontos-base, para 14,14%. A mudança de direção ocorreu na reta final do pregão, quando o aumento da aversão ao risco no cenário internacional levou os investidores a reprecificarem os juros. A ponta longa também encerrou em alta, com o DI para janeiro de 2035 subindo 5 pontos-base, para 14,37%, refletindo o impacto do ambiente externo, mas com parte da pressão compensada pela atuação do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos.

Pela manhã, a curva chegou a operar em leve baixa após um leilão enxuto de NTN-Bs, no qual o Tesouro voltou a ofertar um volume reduzido de títulos indexados à inflação. A estratégia foi interpretada pelo mercado como uma tentativa de evitar pressão adicional sobre as taxas reais de longo prazo, contribuindo para conter a alta dos juros domésticos. Além disso, a deflação de 0,79% do IGP-DI em junho, acima do esperado, e a manutenção das apostas de um corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto também ajudaram a limitar a abertura da curva ao longo do dia. No entanto, esses fatores perderam força diante do agravamento das tensões geopolíticas.

Assim, a sessão foi marcada pela predominância do cenário internacional sobre os fundamentos domésticos. Enquanto o noticiário externo levou à alta dos Treasuries e dos juros futuros brasileiros, a atuação cautelosa do Tesouro e os dados benignos de inflação impediram um avanço ainda maior das taxas, sobretudo na ponta longa da curva.

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