Com o dólar operando em alta, ultrapassando a marca de R$ 5,10, o mercado de emissão bancária na plataforma da XP apresenta, nesta sexta-feira (12), oportunidades de investimento em renda fixa com taxas bastante atrativas. Entre as opções disponíveis, destacam-se os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas prefixadas de até 15,280% ao ano para prazos superiores a 12 meses. Já os títulos atrelados à inflação oferecem retornos de até IPCA+ 9,050% para vencimentos acima de um ano, enquanto os pós-fixados chegam a 106% do CDI no mesmo período.
LCAs e LCIs: alternativas isentas de IR
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) contam com taxas pós-fixadas de até 87% do CDI para aplicações com mais de um ano. Já as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) vinculadas à inflação pagam até IPCA+ 6,600% para vencimentos acima de 12 meses, enquanto as pós-fixadas oferecem até 85% do CDI com prazo de um ano. Ambos os produtos contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Destaques da oferta da XP
- CDB Banco XP S.A.: taxa de 100% do CDI, vencimento em junho/2028.
- CDB Fibra: taxa prefixada de 14,650% ao ano, vencimento em junho/2028.
- LCA BNDES: taxa de 81,5% do CDI, vencimento em setembro/2028.
Para investir em CDBs, LCIs e LCAs, basta acessar a conta na XP e conferir a lista completa com mais de 1 mil opções de ativos. As ofertas na plataforma são limitadas à capacidade disponível do produto nesta sexta-feira (12).
Cenário de juros e inflação
Na quinta-feira (11), os juros futuros registraram forte queda, com recuos superiores a 40 pontos-base ao longo da curva, acompanhando o alívio no cenário externo após sinalizações de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. A mudança de postura do presidente dos EUA, Donald Trump, que cancelou ataques militares previstos e indicou que um acordo está próximo, reduziu a aversão ao risco global. Em reação, os rendimentos dos Treasuries caíram com força, contaminando a curva brasileira.
No mercado local, a queda foi disseminada entre os vencimentos, com intensidade semelhante tanto na ponta intermediária quanto na longa. O DI para janeiro de 2028 e o DI para janeiro de 2035 recuaram de forma expressiva, refletindo a retirada de prêmios de risco após semanas de estresse. Na ponta curta, o movimento também foi de queda, mas ainda limitado pelo pano de fundo doméstico, marcado pela deterioração das expectativas de inflação e juros. Dados mais fortes de atividade, como o setor de serviços, seguem reforçando dúvidas sobre o controle inflacionário.
Esse cenário mantém a curva embutindo apostas de política monetária mais restritiva, com parte do mercado já considerando a possibilidade de alta da Selic no segundo semestre, mesmo com a queda pontual das taxas nesta sessão. Assim, o recuo dos juros reflete principalmente fatores externos, enquanto a ponta curta permanece mais ancorada nas incertezas domésticas, e os vértices mais longos seguem sensíveis ao ambiente global — evidenciando a dualidade que tem marcado a dinâmica recente da curva brasileira.
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