No primeiro semestre de 2025, apenas cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI, segundo levantamento da Economatica. O resultado contrasta com a média do setor, que acumula perdas de 0,8% no período, enquanto o CDI rendeu 6,5%.
Estratégias vencedoras
Os fundos que bateram o benchmark têm em comum a alocação em hedge cambial e posições compradas em juros reais. "Eles se beneficiaram da desvalorização do real e da alta da inflação implícita", explica André Garcia, analista da XP.
Entre os destaques está o fundo Alpha Yield, com retorno de 7,2% no semestre. "Conseguimos capturar o movimento de alta do dólar sem abrir mão da proteção contra a volatilidade", afirma o gestor Carlos Mendes.
Desempenho do mercado
O Ibovespa acumula alta de 4,3% no ano, enquanto o dólar subiu 12%. A Bolsa brasileira segue como preferida do Morgan Stanley, que vê potencial de alta com a queda da Selic. "O Brasil está barato e com fluxo estrangeiro voltando", diz relatório do banco.
No cenário internacional, o petróleo zerou ganhos após declarações do ministro do Irã sobre negociações com os EUA. A commodity opera a US$ 78 o barril, pressionada pela possibilidade de acordo.
Proventos e governança
O Grupo SBF definiu o pagamento de R$ 50 milhões em dividendos para 15 de agosto. Terão direito os acionistas com posição em 25 de julho. Já a Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1, após fecharem a R$ 0,89.
Na política, Flávio Bolsonaro afirmou que abrirá mão da segurança da PF durante a campanha. "Não confio", disse o senador. Michelle Bolsonaro descartou ser vice de Romeu Zema: "Não há nenhuma possibilidade".
Indicadores econômicos
O Focus elevou a projeção do IPCA para 4,8% em 2025, ante 4,5% anteriormente. A balança comercial registrou superávit de US$ 5,2 bilhões em junho, impulsionado pelas exportações de petróleo e soja.



