O mercado financeiro elevou a projeção de alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 de 5,04% para 5,09%, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central. A pesquisa semanal com economistas também mostrou ajustes nas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) e a taxa Selic.
Expectativas para a inflação
Para 2026, a mediana das projeções para o IPCA subiu de 5,04% para 5,09%. Já para 2025, a estimativa permaneceu em 5,80%, enquanto para 2027 e 2028 as projeções ficaram estáveis em 4,00% e 3,75%, respectivamente. O mercado continua acompanhando de perto os indicadores de inflação, que têm mostrado resiliência acima do centro da meta.
PIB e atividade econômica
A projeção para o crescimento do PIB em 2026 foi ajustada de 2,30% para 2,28%. Para 2025, a expectativa de expansão econômica caiu de 2,80% para 2,75%. As revisões refletem um cenário de desaceleração gradual da economia, influenciado por juros elevados e incertezas fiscais.
Taxa Selic e câmbio
A mediana das projeções para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2026 permaneceu em 15,00% ao ano, enquanto para 2025 a expectativa é de 14,75%. Para o câmbio, a estimativa para o dólar ao final de 2026 subiu de R$ 5,70 para R$ 5,75, e para 2025 ficou em R$ 5,70.
Metas de inflação
O Banco Central trabalha com meta de inflação de 3,00% para 2025 e 2026, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. As projeções do mercado indicam que a inflação deve superar o centro da meta nos próximos anos, mantendo a pressão sobre a política monetária.
O Boletim Focus reúne as projeções de cerca de 100 instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país. As expectativas são atualizadas semanalmente e servem como referência para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).



