O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% em maio, superando as projeções do mercado, que esperavam um avanço menor. O dado foi divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE e reacende o debate sobre o ritmo da inflação no Brasil.
Pressão nos preços
O resultado veio acima do consenso de analistas, que estimavam elevação em torno de 0,50%. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,32%, ainda dentro do teto da meta, mas em trajetória de alta. Os grupos de alimentação e transportes foram os principais responsáveis pela aceleração.
Impacto nos mercados
A notícia gerou reação imediata nos mercados financeiros. O Ibovespa futuro apagou parte dos ganhos da véspera e opera em baixa, enquanto os juros futuros sobem. O dólar também registra alta frente ao real. Investidores monitoram os próximos passos do Banco Central, que pode ser forçado a manter ou até elevar a Selic caso a inflação persista.
O que esperar
Economistas avaliam que o IPCA acima do esperado reforça a cautela do Copom. A ata da última reunião já sinalizava preocupação com pressões inflacionárias. Para os próximos meses, a expectativa é de que a inflação continue sob vigilância, especialmente com o mercado de trabalho aquecido e a demanda doméstica resiliente.
O dado de maio serve de alerta para consumidores e investidores, que devem se preparar para um cenário de juros mais altos por mais tempo.



