A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda-feira que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou um aumento de 0,60 ponto percentual em maio, em comparação com o mês anterior. Com esse resultado, o indicador acumula uma alta de 4,11% nos últimos 12 meses.
Destaques do IPC-S em maio
Dentre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis apresentaram aceleração em suas taxas de variação no mês de maio. Os grupos que mais contribuíram para a alta foram:
- Alimentação: com variação de 0,85%, ante 0,72% em abril;
- Transportes: com alta de 0,92%, ante 0,68% no mês anterior;
- Habitação: com elevação de 0,41%, ante 0,35% em abril.
Por outro lado, os grupos de Despesas Diversas e Comunicação apresentaram desaceleração em suas taxas.
Alimentação puxa inflação
O grupo Alimentação foi o principal responsável pela aceleração do IPC-S em maio. Dentro desse grupo, os itens que mais subiram foram: hortaliças e legumes (5,12%), frutas (3,45%) e carnes bovinas (1,80%). Esses aumentos refletem fatores sazonais e de oferta.
Transportes também pressionam
No grupo Transportes, a alta foi impulsionada pelo aumento dos combustíveis, especialmente a gasolina (1,52%) e o etanol (2,10%). Além disso, as passagens aéreas subiram 4,30% no período.
Perspectivas para os próximos meses
Economistas consultados pela FGV indicam que a inflação deve continuar sob pressão nos próximos meses, principalmente devido aos preços dos alimentos e combustíveis. No entanto, a expectativa é que o ritmo de alta possa desacelerar com a chegada da safra de grãos e a estabilização dos preços internacionais do petróleo.
O IPC-S é um indicador que mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos nas principais capitais brasileiras. A pesquisa é realizada semanalmente pela FGV e serve como termômetro da inflação no curto prazo.



