A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,58% em maio, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando o índice havia subido 0,67%. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação acelerou de 4,39% (até abril) para 4,72% em maio, ficando acima da meta perseguida pelo Banco Central. Em maio de 2023, a variação mensal havia sido de 0,26%.
Alimentos e bebidas lideram pressão inflacionária
O grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável pela alta de maio, contribuindo com 0,29 ponto percentual (p.p.) do IPCA e registrando variação de 1,33%. Dentro desse grupo, os alimentos consumidos em casa subiram, em média, 1,65%. Os destaques de alta foram:
- Batata-inglesa: +44,69%
- Pepino: +44,3%
- Tomate: +20,62%
- Cebola: +16,8%
- Morango: +16,6%
- Cenoura: +8,93%
- Feijão-carioca: +6,44%
- Leite de coco: +5,14%
- Filé-mignon: +4,48%
- Carne-seca e de sol: +4,09%
- Picanha: +3,97%
- Sal: +3,76%
- Couve-flor: +3,66%
- Brócolis: +3,65%
- Banana-da-terra: +3,27%
- Peito: +3,18%
- Mamão: +2,97%
- Peixe-sardinha: +2,79%
- Melão: +2,78%
- Lagarto redondo: +2,63%
Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preço, como abobrinha (-11,43%), laranja-lima (-9,87%) e diversos tipos de peixe, com destaque para cavala (-9,37%), palombeta (-9,21%) e serra (-9,03%).
O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, explicou que as altas nos alimentos estão relacionadas à menor oferta e ao aumento do frete, influenciado pelos combustíveis.
Habitação e saúde também pesam no bolso
O grupo Habitação teve alta de 1,22%, contribuindo com 0,18 p.p. para o IPCA. O principal vilão foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,67% devido a reajustes tarifários em capitais como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. Além disso, a bandeira tarifária amarela, em vigor em maio, acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Já o grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,90%, com impacto de 0,12 p.p. Os destaques foram os artigos de higiene pessoal (+1,95%), especialmente perfumes (+4,42%), e os planos de saúde, que tiveram reajuste médio de 0,50%.
Demais grupos do IPCA
Confira o desempenho dos demais grupos em maio:
- Alimentação e bebida: 1,33%
- Habitação: 1,22%
- Artigos de residência: 0,08%
- Vestuário: 0,62%
- Transportes: -0,46%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,90%
- Despesas pessoais: 0,41%
- Educação: 0,00%
- Comunicação: 0,23%
O único grupo com deflação foi Transportes (-0,46%), puxado pela queda nos preços das passagens aéreas e de alguns combustíveis.



