Inflação desacelera a 0,58% em maio, mas alimentos ainda pressionam
Inflação desacelera a 0,58% em maio, mas alimentos sobem 1,33%

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,58% em maio, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando o índice havia subido 0,67%. No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação acelerou de 4,39% (até abril) para 4,72% em maio, ficando acima da meta perseguida pelo Banco Central. Em maio de 2023, a variação mensal havia sido de 0,26%.

Alimentos e bebidas lideram pressão inflacionária

O grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável pela alta de maio, contribuindo com 0,29 ponto percentual (p.p.) do IPCA e registrando variação de 1,33%. Dentro desse grupo, os alimentos consumidos em casa subiram, em média, 1,65%. Os destaques de alta foram:

  • Batata-inglesa: +44,69%
  • Pepino: +44,3%
  • Tomate: +20,62%
  • Cebola: +16,8%
  • Morango: +16,6%
  • Cenoura: +8,93%
  • Feijão-carioca: +6,44%
  • Leite de coco: +5,14%
  • Filé-mignon: +4,48%
  • Carne-seca e de sol: +4,09%
  • Picanha: +3,97%
  • Sal: +3,76%
  • Couve-flor: +3,66%
  • Brócolis: +3,65%
  • Banana-da-terra: +3,27%
  • Peito: +3,18%
  • Mamão: +2,97%
  • Peixe-sardinha: +2,79%
  • Melão: +2,78%
  • Lagarto redondo: +2,63%

Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preço, como abobrinha (-11,43%), laranja-lima (-9,87%) e diversos tipos de peixe, com destaque para cavala (-9,37%), palombeta (-9,21%) e serra (-9,03%).

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O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, explicou que as altas nos alimentos estão relacionadas à menor oferta e ao aumento do frete, influenciado pelos combustíveis.

Habitação e saúde também pesam no bolso

O grupo Habitação teve alta de 1,22%, contribuindo com 0,18 p.p. para o IPCA. O principal vilão foi a energia elétrica residencial, que subiu 3,67% devido a reajustes tarifários em capitais como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. Além disso, a bandeira tarifária amarela, em vigor em maio, acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Já o grupo Saúde e cuidados pessoais avançou 0,90%, com impacto de 0,12 p.p. Os destaques foram os artigos de higiene pessoal (+1,95%), especialmente perfumes (+4,42%), e os planos de saúde, que tiveram reajuste médio de 0,50%.

Demais grupos do IPCA

Confira o desempenho dos demais grupos em maio:

  • Alimentação e bebida: 1,33%
  • Habitação: 1,22%
  • Artigos de residência: 0,08%
  • Vestuário: 0,62%
  • Transportes: -0,46%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,90%
  • Despesas pessoais: 0,41%
  • Educação: 0,00%
  • Comunicação: 0,23%

O único grupo com deflação foi Transportes (-0,46%), puxado pela queda nos preços das passagens aéreas e de alguns combustíveis.

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