O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi concluído nesta terça-feira (16), com a entrega das ações aos compradores e o pagamento ao estado. Uma cerimônia foi realizada na bolsa brasileira, em São Paulo, pela manhã. Ao todo, 171.113.881 ações da empresa foram vendidas, ao custo de R$ 49,03 cada, resultando em cerca de R$ 8,4 bilhões depositados nos cofres do estado.
Equatorial torna-se maior acionista
A Equatorial, selecionada como investidor de referência, passou a ser a maior acionista da Copasa, com 30% do capital total. O grupo adquiriu 114.075.921 ações, correspondentes a 66,67% da oferta. Havia a possibilidade de um lote extra de até 19.035.730 ações, mas isso não ocorreu.
Participação do estado
O estado, que detinha 50,03% do capital social da empresa (190.249.612 ações ordinárias), agora possui 5,03% (19.135.731 ações). A participação inclui uma golden share, ação preferencial de classe especial que confere poder de veto sobre determinados assuntos, como a alteração da denominação e da sede da companhia.
Histórico da privatização
A privatização da Copasa foi aprovada definitivamente pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 17 de dezembro de 2025 e sancionada pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) no dia 23 do mesmo mês. A venda sempre foi um plano do político, que dizia que a medida era necessária para a modernização da empresa e a atração de investimentos. Os deputados que votaram contra a proposta afirmaram que a desestatização deve gerar aumento de tarifa e precarização do serviço, além de demissões.
A Copasa atende 636 municípios mineiros. A lei determina que os recursos provenientes da venda da companhia sejam usados para a amortização da dívida do estado com a União ou o cumprimento de obrigações relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O texto autoriza, ainda, que parte do dinheiro seja depositada em um fundo estadual de saneamento básico.



