CSN endividada vende ativos de infraestrutura
CSN inicia venda de ativos de infraestrutura para reduzir dívida

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das maiores empresas do setor no Brasil, anunciou o início da venda de seus ativos de infraestrutura. A medida ocorre em meio a um elevado endividamento da companhia, que busca reduzir seu passivo e concentrar esforços em seu negócio principal: a siderurgia.

Ativos à venda

Entre os ativos que serão colocados no mercado estão ferrovias, portos e terminais logísticos. A CSN pretende levantar recursos significativos com essas vendas, que devem ocorrer nos próximos meses. A empresa já contratou bancos de investimento para assessorar o processo de desinvestimento.

Detalhes da operação

A venda inclui a participação da CSN na Ferrovia Transnordestina, no Porto de Itaguaí (RJ) e em terminais de minério de ferro. A expectativa é que esses ativos atraiam o interesse de fundos de infraestrutura e concorrentes do setor logístico.

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A CSN enfrenta uma dívida líquida de cerca de R$ 30 bilhões, o que tem pressionado suas finanças. A empresa já vinha adotando medidas de contenção de custos e renegociação de dívidas, mas a venda de ativos é vista como essencial para equilibrar as contas.

Impacto no mercado

O anúncio da venda foi bem recebido pelo mercado, que espera que a CSN consiga reduzir seu endividamento e melhorar sua rentabilidade. As ações da empresa registraram alta no pregão seguinte à divulgação da notícia.

Analistas destacam que a venda de ativos não essenciais é uma estratégia comum em momentos de aperto financeiro, permitindo que a empresa foque em suas operações principais. No caso da CSN, a siderurgia continua sendo o carro-chefe, com investimentos previstos em modernização e aumento de capacidade.

Próximos passos

A CSN não divulgou prazos para a conclusão das vendas, mas informou que os processos serão conduzidos de forma transparente e competitiva. A empresa espera receber propostas nos próximos meses e concluir as transações até o final do ano.

O presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, afirmou que a venda dos ativos de infraestrutura é parte de um plano mais amplo de reestruturação financeira. Ele destacou que a empresa continuará investindo em suas operações siderúrgicas e na mineração, áreas onde possui vantagens competitivas.

A CSN também estuda a possibilidade de vender participações em outras empresas, como a Usiminas, da qual detém uma fatia relevante. No entanto, essa decisão ainda não foi tomada e dependerá das condições de mercado.

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