O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (17) a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, estabelecendo os juros básicos da economia em 14,25% ao ano. Essa decisão reacende uma dúvida frequente entre potenciais compradores de imóveis: vale a pena aguardar novas quedas nos juros ou iniciar o planejamento imediatamente?
A incerteza do momento ideal
A expectativa por condições de crédito mais favoráveis frequentemente leva muitos consumidores a adiar decisões importantes. Contudo, em um cenário econômico sujeito a constantes mudanças, a busca pelo momento perfeito pode acabar protelando o início do planejamento para a aquisição de um imóvel. Para Fernando Gianjiope, CEO da Porto Vale, maior corretora de consórcios e seguros do país, a decisão de compra deve levar em conta mais do que as flutuações da taxa básica de juros.
“É natural que as pessoas acompanhem a Selic e o comportamento da economia. Mas decisões como a compra de um imóvel não podem depender apenas da leitura do momento. Elas exigem planejamento, organização financeira e uma estratégia consistente ao longo do tempo”, afirma Gianjiope.
Mesmo com a recente sequência de cortes na Selic, o ambiente econômico permanece marcado por incertezas. Para quem deseja comprar um imóvel, isso mantém o desafio de tomar decisões baseadas apenas nas condições atuais.
Alternativas ao financiamento tradicional
Nesse contexto, cresce a busca por alternativas que permitam avançar no planejamento com mais previsibilidade, reduzindo a dependência de variáveis como juros e condições de crédito. Entre essas opções está o consórcio imobiliário. Sem cobrança de juros e com regras definidas em contrato, essa modalidade permite que o consumidor organize sua aquisição de forma independente do ciclo de crédito e das oscilações do cenário econômico.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios indicam que esse movimento já se reflete no mercado. O sistema de consórcios encerrou 2025 em nível recorde, com mais de 5 milhões de adesões, e mantém trajetória de crescimento em 2026.
“A queda da Selic é uma notícia positiva para a economia, mas a compra de um imóvel continua sendo uma decisão de longo prazo. Mais importante do que tentar acertar o momento ideal é construir uma estratégia alinhada aos objetivos e ao contexto financeiro de cada pessoa”, diz Fernando Gianjiope.
A busca por orientação especializada na compra de imóveis também cresce. A Porto Vale acompanha esse movimento com uma atuação consultiva, auxiliando clientes na definição de estratégias alinhadas ao seu perfil, momento financeiro e objetivos de longo prazo.



