Investir em design de interiores de luxo seguindo tendências passageiras pode representar prejuízo significativo no momento da revenda do imóvel. É o que alerta a especialista Andria Tagliari, que defende que a escolha do projeto deve ser tratada como decisão financeira, e não apenas estética.
O custo de seguir modismos
Segundo Tagliari, ambientes decorados com base em tendências efêmeras tendem a desvalorizar mais rapidamente. “O design atemporal tem identidade bem construída e não depende de tendências para funcionar”, explica. Ela ressalta que compradores de imóveis de alto padrão buscam neutralidade e qualidade, não elementos datados.
Dados do mercado imobiliário de luxo indicam que imóveis com decoração clássica e sóbria podem valorizar até 15% a mais na revenda, enquanto os que seguem modismos podem sofrer deságio de até 20%.
Decisão financeira, não estética
A especialista recomenda que o projeto de interiores priorize materiais nobres, linhas clean e versatilidade. “Móveis e revestimentos de qualidade, com design atemporal, são um investimento que se paga ao longo do tempo”, afirma. Ela sugere evitar cores muito vibrantes, estampas marcantes e itens de grife que possam rapidamente sair de moda.
Tagliari também destaca a importância de consultar um profissional especializado em avaliação patrimonial antes de reformar. “Muitas vezes o proprietário gasta uma fortuna em algo que não agrega valor real ao imóvel”, conclui.



