Grandes eventos ao redor do mundo estão adotando a sustentabilidade como um dos principais pilares de sua organização. De shows musicais a conferências internacionais, a preocupação com o meio ambiente e a redução de impactos negativos tornou-se um diferencial competitivo e uma exigência do público.
Metas ambiciosas de carbono neutro
Festivais como o Glastonbury, no Reino Unido, e o Lollapalooza, em diversos países, estabeleceram metas para se tornarem carbono neutro até 2030. Isso inclui a compensação de emissões por meio de projetos de reflorestamento e uso de energia renovável. Segundo organizadores, a pegada de carbono de eventos de grande porte pode ser reduzida em até 50% com medidas simples, como transporte coletivo e alimentação local.
Economia circular e gestão de resíduos
A economia circular também ganha espaço. Copos reutilizáveis, compostagem de resíduos orgânicos e parcerias com cooperativas de reciclagem são práticas comuns. No Rock in Rio, por exemplo, mais de 80% dos resíduos gerados foram reciclados na última edição, segundo a organização. "A meta é zerar o envio de resíduos para aterros sanitários", afirma o diretor de sustentabilidade do evento.
Engajamento do público e patrocinadores
O público tem cobrado transparência e ações concretas. Pesquisas indicam que 70% dos frequentadores de eventos consideram a sustentabilidade um fator importante na escolha de qual evento participar. Patrocinadores também se alinham a essa tendência, investindo em ativações verdes e compensação de carbono.
Desafios e próximos passos
Apesar dos avanços, desafios persistem, como a logística de transporte e o consumo de energia. Soluções inovadoras, como painéis solares móveis e biocombustíveis, estão sendo testadas. A tendência é que a sustentabilidade se torne um requisito básico, não mais um diferencial, nos próximos anos.



