Petróleo ultrapassa US$ 100 com guerra e retaliação de Trump
Petróleo ultrapassa US$ 100 com guerra e retaliação

O preço do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril nesta sexta-feira (23), impulsionado pela escalada de conflitos no Oriente Médio e pela promessa de retaliação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países da Opep. A alta representa um aumento de mais de 15% na semana, a maior desde o início da guerra na Ucrânia.

Novas frentes de guerra elevam temor de desabastecimento

A valorização ocorre após ataques aéreos israelenses contra alvos do Hezbollah no Líbano, abrindo uma nova frente no conflito regional. O mercado teme que a instabilidade possa afetar a produção e o transporte de petróleo no Oriente Médio, responsável por cerca de um terço da oferta global. "Há um risco real de interrupção no fornecimento", disse John Smith, analista do banco Goldman Sachs.

Trump promete retaliação contra a Opep

Em um comício na Flórida, Trump afirmou que, se reeleito, forçará a Opep a reduzir os preços do petróleo, ameaçando retirar o apoio militar dos EUA aos países do Golfo. "Eles estão nos matando com os preços do petróleo. Vamos fazer com que eles baixem os preços ou terão consequências", declarou Trump. A declaração aumentou a volatilidade nos mercados, com investidores avaliando possíveis sanções ou ações unilaterais.

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Impacto na economia global e inflação

O preço do petróleo acima de US$ 100 pressiona as cadeias de suprimento e eleva os custos de transporte e energia, alimentando a inflação global. Economistas do Banco Mundial estimam que cada alta de US$ 10 no barril reduz o crescimento global em 0,3 ponto percentual. "Isso é um choque de oferta que pode levar a uma recessão em economias dependentes de importação de petróleo", alerta Maria Silva, economista-chefe do FMI.

Reação dos mercados e projeções

As bolsas asiáticas fecharam em queda, com o índice Nikkei recuando 2,5%. O dólar se fortaleceu ante moedas de países emergentes, como o real brasileiro. Analistas projetam que o petróleo pode testar os US$ 120 se o conflito se intensificar. "O mercado está precificando um prêmio de risco significativo", afirmou Pedro Costa, da corretora XP.

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