O petróleo voltou a subir nesta segunda-feira (12) após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. O barril do Brent, referência internacional, fechou em alta de 2,5%, cotado a US$ 78,90, refletindo o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Contexto do conflito
No sábado (10), os EUA realizaram ataques aéreos contra instalações militares iranianas na Síria, em resposta a um ataque com drones que matou um contratante americano. O Irã prometeu retaliação, elevando o risco de interrupção no fornecimento de petróleo da região.
O mercado de petróleo reagiu imediatamente, com o Brent subindo mais de 2% na abertura dos negócios. Analistas apontam que a possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, é o principal fator de risco.
Impacto nos preços
Segundo o analista de energia da XP Investimentos, Pedro Rodrigues, "a tensão no Oriente Médio sempre afeta os preços do petróleo, mas o mercado está atento a possíveis interrupções na oferta". O contrato futuro do WTI, referência americana, também subiu 2,3%, para US$ 74,50.
O aumento ocorre após uma semana de queda, quando o Brent havia recuado 3% devido a preocupações com a demanda global. Agora, o prêmio de risco geopolítico volta a pressionar os preços para cima.
Projeções e cenário global
O banco Goldman Sachs elevou sua projeção de preço do Brent para US$ 85 no terceiro trimestre, citando o risco de escalada do conflito. "Se houver interrupção significativa no fornecimento, podemos ver o petróleo ultrapassar US$ 90", afirmou o relatório.
O mercado também monitora a reação da Opep+, que pode aumentar a produção para conter os preços. A Arábia Saudita sinalizou que está disposta a compensar qualquer perda de oferta iraniana, mas a capacidade ociosa do grupo é limitada.



