Petróleo dispara 9% com novo bloqueio no Estreito de Ormuz
Petróleo dispara 9% com bloqueio no Estreito de Ormuz

O preço do petróleo Brent disparou 9% nesta segunda-feira, atingindo US$ 82 o barril, após a milícia houthi do Iémen anunciar um novo bloqueio no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A ação elevou temores de interrupção no suprimento global de petróleo, com impacto imediato nos mercados financeiros.

Bloqueio houthi e reação do mercado

Os houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã, declararam que fecharam o estreito para embarcações com destino a Israel, em solidariedade aos palestinos. O Estreito de Ormuz, localizado entre Omã e Irã, é responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). O bloqueio foi imposto após ataques aéreos israelenses contra o porto de Hodeidah, no Iémen, na última semana.

O analista de energia da consultoria Wood Mackenzie, John Smith, afirmou: "Qualquer interrupção no Estreito de Ormuz tem potencial para desestabilizar os preços globais do petróleo. Este bloqueio, embora parcial, já causou pânico entre traders e governos."

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Impacto nos mercados financeiros

O salto no preço do petróleo refletiu-se em outras commodities e ativos. O índice S&P 500 caiu 1,2%, enquanto o dólar se fortaleceu ante moedas emergentes. No Brasil, ações da Petrobras subiram 5% na B3, impulsionadas pela alta do Brent. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou em nota que o governo monitora a situação e que o Brasil possui estoques estratégicos para mitigar eventuais impactos.

Especialistas alertam que o bloqueio pode persistir, elevando os preços do petróleo para a faixa de US$ 90 a US$ 100 o barril nas próximas semanas, caso não haja intervenção diplomática. A Arábia Saudita, maior exportador da Opep, já sinalizou que pode aumentar a produção para compensar a perda, mas a capacidade ociosa do grupo é limitada.

Contexto geopolítico e riscos

O estreito já foi palco de tensões anteriores, como em 2019, quando ataques a drones contra refinarias sauditas elevaram o Brent em 15% em um único dia. Desta vez, o bloqueio houthi ocorre em meio ao agravamento do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, com repercussões regionais. O Irã, aliado dos houthis, negou envolvimento direto, mas elogiou a ação como "legítima defesa dos palestinos".

O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir emergencialmente para discutir a situação. Enquanto isso, navios petroleiros já estão desviando rotas, aumentando custos de frete e seguros. O governo dos EUA classificou o bloqueio como "inaceitável" e prometeu medidas para garantir a liberdade de navegação.

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