A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou na última sexta-feira (3) a segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 1/2026, que ofertou quatro lotes referentes a concessões submetidas a processo de relicitação após a rescisão consensual dos contratos originais.
Deságio médio de 55% supera primeira rodada
O Itaú BBA destacou que o leilão manteve o elevado nível de competição observado na primeira rodada e terminou com deságio médio de 55% sobre a Receita Anual Permitida (RAP), acima dos 50,7% registrados em março. A RAP total contratada somou R$ 148 milhões, frente ao teto de R$ 315 milhões definido pela Aneel.
Os quatro lotes ofertados correspondem a concessões que passaram por relicitação após a rescisão consensual dos contratos originais e foram licitados separadamente por dependerem da aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Alupar e Axia Energia são as vencedoras
Entre as empresas acompanhadas pelo banco, Alupar (ALUP11) e Axia Energia (AXIA3) saíram vencedoras. O Itaú BBA avalia que ambas devem gerar retorno positivo, embora os resultados dependam da capacidade de reduzir os investimentos em relação às estimativas da Aneel e de manter elevadas margens operacionais.
A Alupar arrematou o Lote 7 com deságio de 52%. Com base nas premissas adotadas pelo banco e em conversas com a administração da companhia, o Itaú BBA estima uma Taxa Interna de Retorno (TIR) alavancada de 13,1% e um Valor Presente Líquido (VPL) de R$ 109 milhões. O banco destaca que o projeto pode se beneficiar de menores custos operacionais ao longo do tempo e de sinergias com outros ativos da empresa em São Paulo.
Axia vence três lotes e tem retornos variados
Já a Axia Energia venceu os Lotes 8, 9 e 10. O BBA calcula uma TIR alavancada de 9,2% para os Lotes 8 e 9 e de 12,6% para o Lote 10, que registrou o menor deságio entre todos os projetos licitados. A análise também aponta VPL ligeiramente positivo na maior parte dos cenários avaliados.
Competição acirrada sinaliza apetite por ativos regulados
Na avaliação do banco, o leilão reforça a forte competição no segmento de transmissão de energia e mostra que os investidores continuam dispostos a aceitar retornos mais comprimidos diante da previsibilidade dos ativos regulados.



