Eneva negocia compra de campos de gás na Venezuela
Eneva negocia campos de gás na Venezuela

A Eneva, uma das maiores empresas de energia do Brasil, confirmou que está em negociações avançadas para a compra de campos de gás natural na Venezuela. A informação foi divulgada pelo blog de Lauro Jardim, no jornal O Globo, e representa um movimento estratégico significativo no setor energético sul-americano.

Detalhes da negociação

Segundo fontes próximas às conversas, a Eneva está avaliando ativos localizados na bacia de Maracaibo, uma das regiões mais ricas em hidrocarbonetos do país. As negociações incluem a aquisição de participações em campos maduros, que já possuem infraestrutura de produção instalada. A empresa brasileira busca diversificar suas fontes de suprimento e expandir sua presença no mercado de gás natural.

O valor potencial do negócio ainda não foi divulgado, mas analistas estimam que pode chegar a centenas de milhões de dólares. A Eneva, que já opera usinas termelétricas no Brasil, vê na Venezuela uma oportunidade de acesso a reservas de gás a custos competitivos.

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Contexto geopolítico e econômico

A Venezuela possui as maiores reservas de gás natural da América do Sul, mas sua produção tem sido afetada por anos de crise política e econômica, além de sanções internacionais. A aproximação da Eneva ocorre em um momento de relativa abertura do governo venezuelano para parcerias com empresas estrangeiras, especialmente na área de energia.

Especialistas apontam que o acordo pode beneficiar ambos os lados: a Eneva ganha acesso a gás barato e próximo ao Brasil, enquanto a Venezuela obtém investimentos e tecnologia para reativar campos parados. No entanto, os riscos políticos e regulatórios são considerados altos.

Impactos para o setor energético brasileiro

Se concretizada, a compra pode reduzir a dependência brasileira do gás boliviano e do pré-sal, além de abrir novas rotas de suprimento. A Eneva planeja utilizar o gás venezuelano para abastecer suas termelétricas no Norte e Nordeste do Brasil, onde a demanda por energia tem crescido.

Procurada, a Eneva não comentou oficialmente as negociações. A reportagem do blog Lauro Jardim destaca que as conversas estão em estágio avançado, mas ainda sujeitas a aprovações regulatórias e due diligence.

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