Bloqueio orçamentário atinge novo órgão de segurança nuclear
A Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), recém-criada para fiscalizar atividades nucleares e radiológicas no Brasil, enfrenta um bloqueio de 13% em seu orçamento, o que representa cerca de R$ 6,5 milhões a menos. A medida ameaça diretamente a capacidade de fiscalização de serviços essenciais, como tratamentos de câncer por radioterapia e o beneficiamento de minerais críticos, como terras-raras.
Impactos na fiscalização e na saúde pública
Com a redução orçamentária, a ANSN pode ter dificuldades para realizar inspeções regulares em milhares de unidades radiológicas espalhadas pelo país, incluindo hospitais, clínicas e instalações industriais. A agência também é responsável pelo licenciamento e monitoramento de equipamentos que emitem radiação, essenciais para diagnósticos e tratamentos médicos. Especialistas alertam que o corte pode comprometer a segurança de pacientes e profissionais.
Estruturação da ANSN em risco
A ANSN ainda está em fase de estruturação e planejava aumentar seu quadro de técnicos especializados para dar conta da demanda. O bloqueio orçamentário pode atrasar contratações e investimentos em sistemas de monitoramento, prejudicando a eficiência do órgão. A mineração de terras-raras, setor estratégico para a economia, também depende da supervisão da agência para garantir que as operações ocorram dentro dos padrões de segurança.
O corte de 13% no orçamento da ANSN ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar sua capacidade de fiscalização nuclear, após anos de subinvestimento. A medida levanta preocupações sobre a capacidade do país de garantir a segurança radiológica e nuclear, especialmente em áreas críticas como saúde e mineração.



