A bioeconomia movimenta R$ 2,7 trilhões no Brasil, representando 25,3% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com um estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento aponta que o setor tem potencial para adicionar R$ 700 bilhões anuais até 2032, consolidando o país como protagonista global nessa área.
Potencial de crescimento
O estudo da CNI destaca que o Brasil pode liderar tecnologias estratégicas ligadas à bioeconomia, como biotecnologia, materiais renováveis e bioenergia. No entanto, para alcançar esse patamar, é necessário superar desafios como a insegurança jurídica e a complexidade regulatória que ainda travam investimentos.
Desafios regulatórios
Um dos principais entraves apontados é o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen). A plataforma, que gerencia o acesso ao patrimônio genético brasileiro, precisa de melhorias urgentes para atrair investimentos e facilitar inovações. Empresas e pesquisadores enfrentam burocracia excessiva, o que desestimula novos projetos.
Cenário atual
Atualmente, a bioeconomia já responde por mais de um quarto do PIB nacional, com destaque para os setores de agricultura, pecuária, silvicultura e indústrias de base biológica. O estudo ressalta que o Brasil possui vantagens comparativas únicas, como a maior biodiversidade do mundo e uma matriz energética limpa, que podem impulsionar ainda mais o crescimento.
Oportunidades até 2032
Se as melhorias regulatórias forem implementadas, o país pode adicionar R$ 700 bilhões por ano à economia até 2032, gerando empregos qualificados e promovendo o desenvolvimento sustentável. A CNI recomenda a criação de um marco legal mais claro e a simplificação dos processos no SisGen, além de incentivos fiscais para pesquisa e desenvolvimento.
Impacto internacional
Com a crescente demanda global por produtos sustentáveis, o Brasil está em posição privilegiada para se tornar um fornecedor líder de soluções baseadas na biodiversidade. O estudo conclui que a bioeconomia pode ser um motor estratégico para a economia brasileira nas próximas décadas, desde que haja vontade política e investimento em infraestrutura tecnológica.



