Weg: difícil estimar impacto das tarifas agora
Weg: difícil estimar impacto das tarifas agora

O comando da Weg afirmou nesta quarta-feira que é difícil estimar agora o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita pelo presidente da empresa, Harry Schmelzer Jr., durante teleconferência com analistas para discutir os resultados do segundo trimestre.

Impacto incerto das tarifas

Segundo Schmelzer, a Weg ainda está avaliando os efeitos das tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio brasileiros, anunciadas pelo governo Trump. “É difícil estimar agora o impacto total, pois depende de vários fatores, como a reação dos clientes e a possibilidade de repasse de preços”, disse o executivo.

A empresa, que produz motores elétricos e geradores, tem uma fábrica nos EUA, em Illinois, e outra em construção no México. A unidade americana já produz localmente parte dos produtos vendidos no mercado norte-americano, o que reduz a exposição às tarifas.

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Investimentos mantidos

Apesar da incerteza, a Weg mantém seus planos de investimento nos EUA. “Vamos continuar com o projeto de expansão da fábrica de Illinois, que deve estar concluído em 2027”, afirmou Schmelzer. O investimento total previsto é de US$ 100 milhões.

No segundo trimestre, a Weg registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, alta de 15% ante o mesmo período de 2025. A receita líquida foi de R$ 8,5 bilhões, crescimento de 12%.

Exposição ao mercado americano

As vendas para os EUA representam cerca de 15% do faturamento total da Weg. A empresa estima que cerca de metade desse volume é produzida localmente, o que mitiga o impacto das tarifas. “Temos capacidade de ajustar nossa cadeia produtiva para minimizar os efeitos”, disse o diretor financeiro, André Salgueiro.

A Weg também avalia a possibilidade de repassar parte do aumento de custos aos clientes. “Estamos em negociação com os consumidores para discutir reajustes”, completou Salgueiro.

Perspectivas para o segundo semestre

Para o segundo semestre, a empresa projeta continuidade do crescimento, impulsionado pela demanda nos setores de energia e infraestrutura. No entanto, a alta dos juros e a desaceleração da economia global são fatores de preocupação.

“Estamos monitorando de perto o cenário macroeconômico, mas acreditamos que nossos fundamentos sólidos nos permitirão navegar por esse ambiente desafiador”, concluiu Schmelzer.

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