A Volkswagen confirmou a intenção de cortar 100 mil empregos globalmente, conforme comunicado interno do CEO Oliver Blume aos funcionários. A medida, que dobra a meta anterior de 50 mil cortes já acordada com o conselho de supervisão, visa reduzir custos e aumentar a competitividade da maior montadora da Europa.
Detalhes do plano de cortes
Em comunicado obtido pela reportagem, Blume informou que a empresa precisa reduzir mais 50 mil vagas, além das 50 mil já previstas em acordo com o conselho. No entanto, os cortes adicionais ainda dependem de aprovação do conselho de supervisão da montadora. O CEO destacou que a Volkswagen enfrenta desafios como queda nas vendas na China e custos elevados de produção, que pressionam as margens de lucro.
Contexto e justificativas
Oliver Blume, que assumiu o comando em 2022, vem tentando enxugar a estrutura da empresa para competir com rivais como Tesla e montadoras chinesas. A Volkswagen já havia anunciado um programa de reestruturação que previa cortes de 50 mil empregos até 2030, mas a nova meta indica uma aceleração no processo. Segundo Blume, “a competitividade global da Volkswagen exige medidas mais drásticas para garantir o futuro da empresa”.
Resistência interna e alternativas
A proposta enfrenta resistência dos sindicatos, que representam os trabalhadores da Volkswagen. O CEO sugeriu alternativas para evitar o fechamento de fábricas, como redução de turnos e aposentadorias antecipadas, mas as incertezas sobre o plano persistem. O conselho de supervisão, que inclui representantes dos trabalhadores, deve analisar a proposta nas próximas semanas.
Analistas do setor avaliam que os cortes podem impactar principalmente as operações na Alemanha, onde a Volkswagen emprega cerca de 300 mil pessoas. A empresa também estuda vender ativos não estratégicos para levantar recursos. Até o momento, a Volkswagen não se pronunciou oficialmente sobre o cronograma dos cortes.



