As vendas do varejo brasileiro ganharam fôlego em junho, com alta de 1,2% na comparação com maio, segundo o Índice de Atividade do Varejo (IAV), divulgado nesta terça-feira pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). O resultado interrompeu duas quedas consecutivas e foi o melhor para o mês desde 2023.
Desempenho por setores
O crescimento foi puxado pelos segmentos de vestuário (alta de 3,5%), artigos de uso pessoal e doméstico (2,8%) e supermercados (1,1%). O setor de móveis e eletrodomésticos registrou leve alta de 0,3%. Por outro lado, o segmento de material de construção caiu 0,5%.
Fatores que impulsionaram as vendas
De acordo com a SBVC, o bom desempenho de junho reflete o efeito do Dia dos Namorados, que este ano caiu em uma quarta-feira, favorecendo as compras de última hora. Além disso, o calendário teve cinco fins de semana, um a mais que em maio, o que estimulou o fluxo nas lojas físicas e online.
“O varejo mostrou resiliência, especialmente nos segmentos de vestuário e perfumaria, que são mais sensíveis a datas comemorativas”, afirmou em nota o presidente da SBVC, Eduardo Terra. “A confiança do consumidor também melhorou, com a inflação mais controlada e o mercado de trabalho aquecido.”
Perspectivas para o segundo semestre
Para o segundo semestre, a entidade projeta crescimento moderado, com a expectativa de que as vendas de fim de ano e a Black Friday impulsionem o setor. No acumulado do primeiro semestre, o varejo tem alta de 2,1% sobre igual período de 2025. A SBVC mantém a projeção de crescimento de 3,5% para o fechamento de 2026.
O IAV é calculado a partir de dados de vendas de 1.200 empresas varejistas de todo o país, abrangendo 12 segmentos. O índice é considerado um termômetro do consumo no Brasil.



