A União Europeia (UE) aprovou condicionalmente a aquisição da Chart Industries pela Baker Hughes, em um negócio avaliado em quase US$ 14 bilhões. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, exige que a Baker Hughes se desfaça de ativos relacionados a equipamentos de hidrogênio para evitar domínio de mercado.
Detalhes da aprovação
A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, concluiu que a transação, como originalmente proposta, poderia reduzir significativamente a concorrência no mercado global de equipamentos para liquefação de hidrogênio. Para sanar essas preocupações, a Baker Hughes se comprometeu a vender sua participação na joint venture Hylium Industries, além de licenciar tecnologias-chave para um concorrente aprovado pela Comissão.
O valor total da transação é de aproximadamente US$ 13,9 bilhões, incluindo a assunção de dívidas. A Chart Industries é fornecedora de equipamentos para gases criogênicos, enquanto a Baker Hughes atua em soluções de energia e tecnologia.
Impactos no mercado
A decisão da UE é vista como um passo importante para a consolidação do setor de energia limpa. Analistas apontam que a aquisição permitirá à Baker Hughes ampliar sua presença no mercado de hidrogênio, que deve crescer exponencialmente nos próximos anos. No entanto, as condições impostas pela Comissão Europeia visam preservar a concorrência e evitar aumentos de preços.
Segundo Margrethe Vestager, comissária europeia para a Concorrência: "A aprovação condicional garante que a fusão não prejudicará a inovação e a concorrência no setor de hidrogênio, que é crucial para a transição energética da Europa."
Próximos passos
A Baker Hughes espera concluir a aquisição no segundo semestre de 2026, sujeita às aprovações regulatórias restantes em outras jurisdições. A empresa já recebeu sinal verde de autoridades antitruste nos Estados Unidos e no Brasil. A Chart Industries, por sua vez, realizará uma assembleia de acionistas para votar a transação em agosto.
Especialistas do setor estimam que a combinação das duas empresas criará sinergias operacionais e financeiras significativas, com economia de custos estimada em US$ 300 milhões anuais a partir de 2028.



