Thales registra salto nas encomendas do 1º semestre com aumento de gastos em defesa
Thales tem salto nas encomendas com alta de gastos em defesa

A Thales, gigante francesa de tecnologia e defesa, anunciou um salto de 40% nas encomendas no primeiro semestre de 2026, totalizando € 11,2 bilhões, impulsionado pelo aumento dos gastos globais em defesa, especialmente na Europa e na Ásia-Pacífico. A receita da empresa cresceu 8,1% no período, alcançando € 8,3 bilhões, com destaque para as divisões de defesa e segurança, que responderam por mais da metade do faturamento.

Desempenho por segmento

O segmento de defesa e segurança registrou encomendas de € 7,8 bilhões, alta de 52% ante o mesmo período de 2025. A receita dessa divisão subiu 12%, para € 4,2 bilhões, impulsionada por contratos de sistemas de radar, guerra eletrônica e cibersegurança. Já a divisão de aviação civil teve encomendas de € 2,1 bilhões, crescimento de 18%, enquanto a de transporte terrestre e segurança rodoviária apresentou aumento de 15% nas encomendas, para € 1,3 bilhão.

Contexto geopolítico

O CEO da Thales, Patrice Caine, atribuiu o desempenho ao "ambiente geopolítico tenso" que levou governos a acelerar investimentos em defesa. "Os países estão reavaliando suas capacidades militares, e a Thales está bem posicionada para atender essa demanda", afirmou Caine em comunicado. A empresa destacou que 60% das encomendas vieram de clientes governamentais, com ênfase em nações da OTAN e aliados na Ásia.

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Perspectivas para o ano

A Thales manteve sua projeção de crescimento de receita orgânica entre 5% e 7% para 2026, mas elevou a previsão de margem operacional de 13% para 13,5%. O lucro líquido do semestre subiu 22%, para € 620 milhões, superando as expectativas do mercado. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de € 500 milhões.

Analistas do setor apontam que o desempenho da Thales reflete a tendência global de aumento dos orçamentos de defesa, que deve continuar nos próximos anos. "A Thales está se beneficiando de um ciclo de gastos que não mostra sinais de desaceleração", comentou um analista do banco BNP Paribas, em nota a clientes.

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